Ilustrada
24/10/2008 - 17h55

Antes de inauguração, Bienal sofre ataques de "stickers"

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SARA UHELSKI
da Folha Online

O grupoArac, que se define como "um grupo independente de 'coladores' de 'stickers' [adesivos]", passou cerca de quatro horas desta quinta-feira (23) no segundo andar do pavilhão da Bienal fazendo intervenções nas paredes e nos pilares.

Veja fotos da ação.

Reprodução
Adesivo colado no pilar do segundo andar do Pavilhão da Bienal; evento começa amanhã
Adesivo colado no pilar do segundo andar do Pavilhão da Bienal; evento começa amanhã

Os adesivos foram agrupados em quatro ou cinco e colados em 15 pontos do andar. São caveiras, borboletas e dentaduras, entre outros desenhos, que ficarão camuflados até a abertura da mostra, que acontece neste sábado (25).

Os desenhos estão escondidos sob folhas brancas e tinta.

A ação está registrada no blog Bien-Mal 2008, que mostra fotos do procedimento e adianta alguma das imagens coladas.

Em entrevista à Folha Online, o organizador da intervenção --que não quis se identificar-- afirmou que não acha o ato uma forma de vandalismo.

"Considero uma obra de arte, uma conseqüência à proposta dos curadores de manter o segundo andar vazio", disse.

Nesta edição, a Bienal deixou vazio o segundo andar do Pavilhão onde a mostra é realizada.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta (23), a Fundação Bienal de SP disse ter preparado um esquema antivandalismo.

"Acho ainda que os responsáveis pela Bienal vão entender e deixar os adesivos onde eles estão", completou o organizador da "intervenção".

Ele ainda afirma que o fato de a Bienal ser um evento gratuito e sem barreiras na entrada a caracteriza como um espaço urbano, que deve ser preenchido por expressões de arte também urbanas.

Para continuar com a intervenção e incentivar outras pessoas a irem até a Bienal colar seus "stickers", o grupoArac criou o "Manual para a Invasão da Bienal".

"Sticker"

O "sticker" é um tipo de intervenção urbana, como o grafite, que ganhou as ruas de São Paulo, especialmente a região central da rua Augusta, há cerca de quatro anos.

Feito de papel adesivo ou comum, os "stickers" trazem desenhos de seus autores e estão espalhados por outras metrópoles.

 

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