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26/10/2008 - 21h02

Grupo invade a Bienal e picha o segundo andar

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da Folha Online

Atualizado em 27/10/2008 às 00h05.

Cerca de 40 pessoas picharam algumas paredes, pilares e corrimãos do segundo andar do pavilhão da Bienal de São Paulo.

Neste domingo --primeiro dia de visitação da 28ª Bienal Internacional de SP--, o grupo entrou no prédio como visitantes comuns e, às 19h30, iniciou a pichação. Algumas pessoas que estavam no local aplaudiram o ato.

A segurança da mostra fechou os acessos e a saída do público foi impedida até que a polícia chegasse.

Bienal

Houve confronto entre seguranças e pichadores, metade deles conseguiu escapar antes de o prédio ser fechado. Os que foram detidos pela segurança, cerca de 20 pessoas, ficaram retidos próximos ao guarda-volumes.

Esse grupo, então, quebrou uma vidraça e escapou. Apenas uma garota foi levada à delegacia.

A confusão foi grande também porque neste domingo a Bienal realiza um show da dupla de música eletrônica Fischerspooner.

Havia uma longa fila de gente que esperava pelas senhas para entrar na apresentação.

Apesar do incidente, o show marcado inicialmente para as 20h30 será realizado.

Choque/Folha Imagem
Pichadores rabiscam paredes do pavilhão da Bienal; uma garota foi detida pela polícia
Pichadores rabiscam paredes do pavilhão da Bienal; uma garota foi detida pela polícia

Limites da arte

A organização da Bienal já havia anunciado um esquema de segurança especial para os primeiros dias da exposição por conta da ameaça de pichação.

Nesta edição, a curadoria optou por deixar o segundo andar do prédio projetado por Oscar Niemeyer vazio.

A ação dos pichadores estava sendo planejada pela internet e teria sido articulada por Rafael Augustaitiz, que em julho deste ano pichou com um grupo o prédio do Centro Universitário Belas Artes, onde cursava artes plásticas.

Na época, ele dizia que seu objetivo era "discutir a arte e seus limites".

No mês passado, a galeria Choque Cultural sofreu um ataque semelhante.

Antes da inauguração

Este não é o primeiro ato de intervenção ao prédio da Bienal. Na quinta-feira (23), dois dias antes da inauguração oficial, o grupoArac, que se define como "um grupo independente de 'coladores' de 'stickers' [adesivos]", promoveu uma intervenção também no segundo andar do pavilhão.

Comentários dos leitores
Rodrigo Marcato (204) 17/02/2009 15h43
Rodrigo Marcato (204) 17/02/2009 15h43
Queria só ver o que é que esse pessoal que defende a Caroline Pivetta falaria se ela fosse pichar o muro da casa deles. Também seria uma obra de arte legítima? Dura lex sed lex, moçada, se a gente não obedecer às leis o Brasil continuará sendo o país do crime que compensa. 4 opiniões
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Márcio Ramos de Almeida (1) 17/02/2009 09h12
Márcio Ramos de Almeida (1) 17/02/2009 09h12
Absurdo este episódio.
Os responsaveis pela Bienal deveriam ser punidos por não respeitarem uma forma de expressão mais do que legitima. E não a Pivetta.
8 opiniões
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karin paz (1) 16/02/2009 22h44
karin paz (1) 16/02/2009 22h44
Acho Ki um fato num gera o outro, tem tanta gente
kii faiz coisa errado é o povão nem fala nada, tanto politico corrupto kii roba aíi e ninguem faiz nada ,
a pixação é apenas uma forma de liberdade de expresssão, a sociedade fexa as caras para os jovens,pouco se importa com ke eles pensam , e quando acontece um fato desses eles acham-se no direito se fikar paupitano, e sempre assim sociedade
onde nada se contesta nada se muda,enquanto a sociedade viver assim sempre vai ser esse mesmo descazo por isso não critico a carol sustus, ta certa ela tem kii bota a cara no mundo, pixação e a unica forma desses vermes politicos se tocarem de que com isso eles num vão conseguir nada... viva a pixação..

Ká*formidaveis...
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