Rodrigo Santoro faz piada com "silêncio" e fala de seu "portunhol"
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
O ator Rodrigo Santoro, 33, afirmou que para ele não é problema interpretar personagens com poucas falas em filmes, em uma tirada bem humorada durante a coletiva de imprensa do filme "Che", que encerra nesta noite às 19h no Unibanco Arteplex a 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em sessão aberta ao público.
Santoro fez a intervenção durante a fala da produtora Laura Bickford. Ela dizia que logo que aceitou o papel, o ator soube que seu personagem, o irmão de Fidel Castro, Raúl, teria apenas uma fala no filme, mas que sua participação iria aumentar. Ouça depoimento do ator sobre como conseguiu o papel:
| Dayanne Mikevis/Folha Online |
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| Cena da coletiva de imprensa do filme "Che", filme que encerra a Mostra Internacional de Cinema e conta com Rodrigo Santoro |
O ator aproveitou a ocasião para fazer alusão em outros papéis nos quais falava pouco como em "Simplesmente Amor" (2003) e "300" (2006).
O idioma foi um obstáculo para que o ator integrasse o elenco dos dois filmes que compõem "Che", "O Argentino" e "Guerrilha", dirigidos por Steven Soderbergh.
Santoro contou que, ao saber do projeto, entrou em contato com os envolvidos para dizer que gostaria de participar do filme. Foram vários os argumentos usou para entrar no projeto, um deles foi a semelhança física com o jovem Raúl Castro --detalhe percebido por Bickford, que tentou dar uma "forcinha" ao mostra uma foto do político jovem com os olhos levemente puxados.
No entanto, o "portunhol" foi um entrave, já que os filmes foram gravados em espanhol. "Eu disse que Che gostaria de fazer a revolução na América Latina, então falei, temos cubano, mexicano, boliviano, mas está faltando o Brasil, que é quase metade da América do Sul", disse Santoro.
O argumento quase convenceu, mas quando a resposta foi a pergunta: "Se fala português no Brasil, não?", Santoro se viu em maus lençóis. "Meu portunhol não era suficiente para o filme, mas quando disseram que eu estaria dentro, fui fazer aulas de espanhol".
O ator encontrou um professor cubano em sua cidade natal, Petrópolis, e teve um mês e meio de aulas, após este período passou mais um mês e meio em Cuba, em diversos locais.
"Para mim foi a realização de um sonho", afirmou o brasileiro. Além da exibição de encerramento, "Che" pode ser visto também amanhã em uma sessão extra no Cinesesc às 18h10.
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