"Che" traz reflexão política a encerramento da Mostra de SP
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
O projeto "Che", de Steven Sorderbergh, encerra nesta quinta-feira a 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo às 19h no Unibanco Arteplex. Amanhã, o filme --que na verdade é composto de dois, "O Argentino" e "Guerrilha"-- será exibido em uma sessão extra no Cinesesc, que, como a de hoje, também é aberta ao público.
Laura Bickford, produtora de "Che", afirmou que já tinha há anos os direitos do livro que serviu como base para o filme e disse esperar que as discussões políticas daquele tempo incentivem uma reflexão atual.
| Dayanne Mikevis/Folha Online |
![]() |
| Laura Bickford (à esq.) disse que, apesar de autorização para filmar em Cuba, México e Porto Rico foram as locações usadas |
No entanto, tanto Bickford como o ator Benicio del Toro, que faz o papel de Ernesto Che Guevara e também assina a produção do filme, afirmaram que atualmente pegar em armas para mudar uma situação não é a solução desejada.
Bickford, que também foi produtora de "Traffic" (2000), deixou claro que nem chegou a pedir autorização para filmar em Cuba. "Eu sei que americanos não podem fazer negócios em Cuba por causa do embargo e que cubanos não podem fazer o mesmo nos Estados Unidos, por isso escolhemos outras locações".
A produtora comentou diversas vezes sobre a questão do embargo e disse que, apesar de ser uma co-produção Estados Unidos, França e Espanha, não há dinheiro dos EUA envolvido no projeto.
"Che" utilizou locações em Porto Rico e no Estado mexicano de Campeche para gravar as cenas que se passam em Cuba. Bolívia e Espanha, além da Cidade do México também abrigaram filmagens da história.
Bickford também esclareceu que eles tiveram permissão para filmar em Cuba, onde devem apresentar "Che" no Festival de Havana, que ocorre de 2 a 12 de dezembro na capital cubana, segundo a produtora.


