"É muito tititi para pouco assunto", diz Miguel Falabella
da Folha Online
Miguel Falabella se prepara para fechar 2008 fazendo o de sempre: acumulando projetos. Na televisão, ele escreve os textos da novela das seis, "Negócio da China", e atua no sitcom "Toma Lá Dá Cá", do qual é também redator.
Ele ainda está no elenco do espetáculo musical "Os Produtores", que já fez temporadas em São Paulo e no Rio e atualmente faz turnê pelo Brasil.
| João Miguel Júnior/TV Globo |
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| Falabella no lançamento de "Negócio da China"; O foco do meu trabalho é escrever", diz |
Em entrevista à Folha Online, Falabella comenta a audiência da novela dizendo que os costumes dos telespectadores mudaram, afirma que os rumores sobre o desmaio de Fábio Assunção durante as gravações não passam de "tititi" e sai em defesa da atriz Grazi Massafera, "uma jovem atriz esforçada e carismática".
Sobre as críticas, ele afirma: "O segredo é deixar esse povo para trás e seguir em frente".
Leia abaixo a íntegra da entrevista.
Folha Online - Como é trabalhar numa profissão onde todo mundo fica comentando o resultado do seu trabalho? Medindo, julgando, criticando... Qual a fórmula para vencer isso?
Miguel Falabella - Há uma fórmula simples para enfrentar isso: cada um faz o seu trabalho, pensando sempre na qualidade do que está sendo produzido. Gente falando mal, criticando sem conhecer o trabalho do outro, vamos encontrar em qualquer lugar, em qualquer hora. O segredo é deixar esse povo para trás e seguir em frente.
Folha Online - Falabella, se compararmos um ator a um músico, e uma novela a uma orquestra, como é o trabalho entre o escritor (compositor) e o diretor (maestro)? Você vê as filmagens?
Falabella - O escritor compõe a música certa para cada ator e o diretor afina todos os sons numa única canção. Eu gosto de estar sempre por perto, pois estou cercado por amigos em "Negócio da China". [Roberto] Talma, Maurinho [Mendonça] e grande parte dos atores são amigos antigos, parceiros com quem eu gosto de trabalhar e de estar perto. Na vida a gente tem que aproveitar esses momentos, inclusive no ambiente de trabalho.
Folha Online - Qual sua avaliação da audiência de "Negócio da China"? Quais fatores podem ter influenciado a melhora no Ibope registrada nos últimos dias?
Falabella - O foco do meu trabalho é escrever. Acho que, por mais que as pessoas corram pra chegar em casa, não é todo mundo que consegue estar na frente da tevê no final da tarde. Ainda mais nesta época em que ainda precisamos driblar o horário de verão.
São muitas mudanças na rotina do telespectador, que precisa de um tempo para se adaptar a tantas mudanças em sua rotina. O público também está se identificando cada vez mais com a história. Isso também leva tempo, pois as pessoas estão diante de uma nova história. O público cria vínculos com os novos personagens e histórias à medida em que a trama se desenrola.
Folha Online - A audiência das novelas em geral vêm caindo ano a ano. Em sua opinião, o que acontece? Há uma mudança no público das novelas? Como isso influencia seu trabalho?
Falabella - O comportamento do telespectador está sempre mudando. Hoje temos outras mídias e um público com perfil muito diferente de outras épocas. Não dá para comparar. Mas acredito que as pessoas que gostam de novela continuam com o mesmo hábito de ver televisão. O meu papel como autor é, além de entreter o público, trazer novidades dos dias de hoje para dentro das histórias. E isso pode ser visto em "Negócio da China".
Folha Online - Fábio Assunção teve um desmaio e muito se falou sobre a saúde do ator. Há realmente uma preocupação em torno desse assunto?
Falabella - Não houve desmaio algum. É muito tititi para pouco assunto. Ele é um excelente ator e eu mesmo o escolhi. Se fosse uma preocupação, não teríamos escalado. Fabio é um grande amigo e muito talentoso. Ele está formando um par lindo com Grazi, uma jovem atriz esforçada e carismática.
Folha Online - Na última sexta-feira (31), um jornal disse que você se recusou a gravar um episódio de "Toma Lá Dá Cá" porque teria considerado o texto sem graça. Por também escrever, você é mais rigoroso que os colegas atores em relação aos textos? De que forma colabora com o trabalho de quem escreve para você?
Falabella - A relação entre o texto e o ator precisa estar 100%. É nisso que penso quando escrevo meus trabalhos. Eu sou o redator final do programa, portanto, sou o grande responsável pelo texto. E isso exige que eu também seja o mais rigoroso com este trabalho, para que todos se sintam à vontade com o que foi escrito.
Folha Online - Se tivesse que escolher entre a carreira de autor e de ator com qual ficaria?
Falabella - Amo as duas coisas. Em "Toma Lá Dá Cá" posso brincar com esses dois lados. É neste programa onde posso ser 100% Miguel Falabella. Já em "Negócio da China", o desafio é dosar meus exageros (risos).
Folha Online - Quais são seus próximos projetos?
Falabella - Tenho o "Toma Lá Dá Cá" e "Os Produtores". Vou fazer os trabalhos com os quais eu me entusiasmar. Sou movido a entusiasmo.
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O novo 007. Sinto dizer que os filmes com o novo James Bond perdeu o charme que tinha com os antigos atores que interpretaram o papel. Na verdade eles passavam o charme a classe de um Cary Grant em filmes de Hitchcook, ou de Davd Niven no Cassino Royale original. O melhor de todos sempre foi o Sean Connery, que firmopu a personalidade do agente ingles. Timothy Dalton não teve a mesma verve dos outros e o mais ruinzinho foi George Lazenby. Agora esse atual mais parece um filme do Schwarzenegger ou do Van Dame, só paulada. Um cara mal vestido. James Bond depois de uma luta ficava até com o chapéu na cabeça se estivesse usando. Esse cara fica com a camisa aberta, amassada e suja. Meu esse não é o James Bond que me venderam por mais de 40 anos. Esse é uma artigo de consumo atual, para a nova geração. Eu acabei virando moveis e utensilios. Já não sou mais o publico alvo do filme.
L A M E N T Á V E L ELELELELELELELE
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