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05/11/2008 - 02h15

Tim Robbins recorre à Justiça para conseguir votar em Nova York

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Colaboração para a Folha Online

O ator americano e ativista liberal Tim Robbins, que apóia o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, precisou de cinco horas e uma ordem judicial para poder exercer seu direito ao voto em Nova York nesta terça-feira. Robbins, que recebeu um Oscar de ator coadjuvante por "Sobre Meninos e Lobos" (2003), foi a seu colégio eleitoral, na rua 14 de Manhattan e foi informado de que seu nome não estava no censo de seu centro eleitoral, segundo a imprensa local.

"Fui votar onde normalmente vou, e não estava na lista. Pedi uma explicação, mas não me deram nenhuma", disse Robbins. O ator e diretor disse votar no mesmo centro desde 1992 e que nunca deixou de exercer seu direito, não modificou seu domicílio e também não mudou de afiliação política, motivos que poderiam explicar sua exclusão do censo.

Divulgação
Tim Robbins apóia o candidato democrata à Presidência dos EUA
Tim Robbins apóia o candidato democrata à Presidência dos EUA

Os responsáveis deram ao ator a oportunidade de votar em uma cédula provisória, mas este se recusou, afirmando que isso não serviria para nada. Há meses, Robbins vinha pedindo aos americanos em veículos de comunicação que não usassem este tipo de cédulas. "Se for sua última opção, use-a, mas lute antes por seu direito a exercer o voto. É seu direito como americano", assegurou o ator, que precisou de cinco horas e uma ordem judicial para conseguir votar.

De acordo com a imprensa local, o tumulto causado pelo ator para conseguir votar foi tanto que a polícia foi chamada para mediar. Robbins insistiu que ainda estava esperando uma "explicação real" tanto para ele quanto para "centenas de milhares de pessoas" de Nova York que, segundo ele, enfrentaram os mesmos problemas. Ele acrescentou que as pessoas que foram votar em seu colégio afirmaram que, nas cinco primeiras horas de votações, pelo menos 30 eleitores passaram pela mesma situação.

Segundo a vice-presidente do grupo independente "Common Cause", que tem monitorado a eleição, as pessoas têm tido que esperar por horas para conseguir votar. "Algumas pessoas podem esperar, outras não. Isto não deveria acontecer em uma democracia", disse.

Um juiz permitiu que ele votasse e fez isto no mesmo local onde teve o problema, dando um voto a mais para o candidato Obama.

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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