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05/11/2008 - 05h35

TVs americanas se recuperam de erros em 2000 e 2004 e têm cobertura tranqüila

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da Folha Online
da Associated Press

Após sucessivos erros nas coberturas das eleições 2000 e 2004, nesta histórica votação de 4 de novembro não houve "barrigas" (no jargão jornalístico, informação equivocada), divulgação de pesquisas equivocadas ou mudanças e viradas inexplicáveis nos resultados. A única coisa que permaneceu foi a sensação de que o candidato democrata Barack Obama seria mesmo eleito à Presidência.

De acordo com a agência de notícias americana, imperava um clima de tranqüilidade na Times Square e no Rockefeller Center, em Nova York, onde ficam as sedes das gigantes da mídia ABC e NBC. No local as pessoas se reuniam em frente a telões à espera dos resultados.

"Nunca vi nada parecido com isso", afirmou Norah O'Donnell, que assistia à NBC em meio à multidão.

As redes de TV comemoraram a cobertura sobre a eleição de 2008 depois da falha na eleição presidencial anterior. Pesquisas amplamente divulgadas pela mídia mostravam a vitória do democrata John Kerry, em 2004, quando George W. Bush liderava.

A imprensa escrita, por sua vez, não deixou de sugerir aos eleitores que, em vez de passarem esta terça-feira colados ao televisor, saiam às ruas e compareçam a bares, por exemplo, para participarem da festa eleitoral.

Para a AP, a divulgação dos resultados na noite desta terça-feira (4) ocorreu em grande escala, na mesma proporção das pessoas reunidas no Grant Park, em Chicago, onde centenas de apoiadores de Obama esperavam o anúncio da vitória.

"Foi o fim da apatia [com o trabalho da mídia nas eleições]", afirmou Tom Brokaw, da rede de TV NBC. "As pessoas querem se envolver em seus sistemas políticos."

Quando as urnas fecharam no extremo Oeste do país --Alasca e Havaí encerraram as votações às 23h (hora local)-- a Associated Press divulgou apenas uma manchete: "Obama vence a Presidência".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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