Mercado de arte sente efeitos da crise em Nova York
CHRISTOPHER MICHAUD
da Reuters, em Nova York
Com os resultados do leilão de arte contemporânea e do pós-guerra da casa Christie's abaixo do esperado --tendo arrecadado US$ 113,6 milhões (R$ 258,6 milhões) em vez dos estimados US$ 227 milhões (R$ 516,7 milhões)--, o mercado de arte pode já estar sentindo os efeitos da crise.
Apesar de vendas consideráveis, como os lances que arremataram, por US$ 15 milhões (R$ 34,1 milhões), uma obra de Richter, e um quadro de Basquiat por US$ 13,5 milhões, a peça mais cobiçada da noite, "Study for Self-Portrait", de Francis Bacon, não foi vendida.
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| Datada de 1982 em acrílico e óleo, "Untitled (Boxer)", de Jean-Michel Basquiat, foi vendida por US$ 13,4 milhões em leilão em Nova York |
Cara, a obra estava estimada em US$ 40 milhões (R$ 91 milhões) ou mais, mas nenhum lance chegou nem mesmo a US$ 30 milhões (R$ 68,2 milhões).
"O mercado continua, mas claramente em um nível diferente de valores", disse o presidente da Christie's, Marc Porter.
"Não há pânico no mercado, mas há um ajuste", afirmou Porter.
Baird Ryan, diretor do Art Capital Group, afirmou que a crise fará uma seleção e colocará estimativas mais cautelosas para as obras que vão a leilão.
"É impressionante que em um período de estresse financeiro considerável você possa vender US$ 100 milhões (R$ 227,6 milhões) de arte em uma noite", considerou ainda Ryan.


