Publicidade

Ilustrada
18/11/2008 - 14h27

Advogado de Michael Jackson diz que cantor está muito doente para viajar

Publicidade

da Folha Online

O cantor Michael Jackson pode estar muito doente para viajar a Londres e depor em um processo encabeçado por um xeque árabe que o acusa de dever U$ 7 milhões (R$ 16,06 milhões, aproximadamente), afirmou o advogado de Michael nesta terça-feira.

Itsuo Inouye/AP
Michael Jackson, que é acusado por um xeque árabe de quebra de contrato, pode não ir a Londres para depor
Michael Jackson, acusado de quebra de contrato, pode não viajar

O cantor está estudando a possibilidade de prestar seu depoimento nos Estados Unidos, por meio de uma videoconferência.

"Seria insensato ele viajar, dado a situação em que se encontra", disse o advogado Robert Englehart, se negando a explicar o assunto por "motivos óbvios".

O advogado do xeque Abdullah bin Hamad Al Khalifa, Bankim Thanki, disse que as desculpas médicas apresentadas pela defesa de Michael são "bastante insatisfatórias" e que a doença do cantor pode ser tratada com um curativo "se o diagnóstico for positivo".

"Não é a primeira vez que um motivo de saúde é apresentado pelo sr. Jackson", disse Thanki, também sem querer se explicar.

Jackson é freqüentemente visto usando uma máscara cirúrgica em público. Em 2002, durante aparição em um tribunal da Califórnia, o cantor parecia ter um curativo tampando seu nariz.

Apesar de muitas especulações sobre a mudança radical que sua fisionomia sofreu durante os anos, o cantor nega que tenha feito intervenções no rosto além de duas operações no nariz feitas para melhorar sua respiração e permitir que atingisse tons mais altos.

O juiz que cuida do caso, Nigel Sweeney, disse que irá decidir a respeito da viagem de Jackson na quinta-feira (20), para dar tempo de os médicos especialistas das duas equipes de defesa conversarem.

O xeque Abdulla bin Hamad Al Khalifa, filho do rei de Bahrein, acusa Jackson de ter quebrado o contrato para produção de um álbum e uma autobiografia após receber milhões pelo suposto trabalho.

Al Kalifa compareceu à Corte nesta terça-feira para depor, pela segunda vez.

O caso está sendo tratado em Londres por mútuo acordo, disseram os representantes de Al Khalifa.

Após Jackson deixar Bahrein sem nunca mais voltar, seu agente ligou para Al Khalifa para dizer que o cantor não queria mais assumir o contato, disse Thanki.

"É justo dizer que meu cliente se sentiu traído por alguém que considerava um amigo próximo", disse o advogado, acrescentando que o xeque, um compositor amador, também sentiu "falta de uma atitude profissional".

Thanki disse que Al Khalifa e Jackson planejavam estabelecer uma parceria para lançar um novo disco de Michael Jackson e uma autobiografia do cantor.

Eles esperavam faturar alto com o projeto --a autobiografia do cantor, que seria "um relato franco e pessoal" sobre sua vida, planeja lucrar U$ 24 milhões (cerca de R$ 55 milhões), afirmou Thanki. Em contrapartida, Al Khalifa deu milhões de dólares para Jackson para ajudar as finanças e subsidiar a vida do cantor.

Thanki afirmou que Al Kalifa considerou o dinheiro como um adiantamento dos lucros que Jackson obteria com o projeto. Já o advogado de Michael diz que a quantia era um presente.

O advogado de Jackson alega que o cantor não estava vinculado ao contrato porque o documento foi assinado em nome da 2 Seas Records, empresa que nunca saiu do papel.

"Esse contrato é como o tijolo de um prédio que nunca foi construído", disse o advogado do cantor.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca