ILUSTRADA 50 ANOS: 1980 - Paulo Francis e o assassinato de Lennon
da Folha Online
O sonho acabou com cinco tiros. Na noite de 8 de dezembro 1980, John Lennon foi recebido por disparos de revólver na porta do seu prêdio em Nova York.
O autor do crime foi o "vagabundo" Mark David Chapman, segundo definição de Paulo Francis, que escreveu sobre a morte de Lennon na Ilustrada de 10 de dezembro de 1980.
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| Veja reprodução da página do jornal que traz a notícia |
Para o jornalista, a razão do assassinato foi a forma encontrada por Chapman para virar celebridade, conseqüência de um "sistema de comunicações que evita assuntos sérios" para se concentrar "na vida dos ricos e bem-sucedidos, excitando sentimentos contraditórios da adoração bocó dos fãs, à frustração homicida que às vezes se manifesta à la Chapman".
Chapman foi preso em seguida ao crime. E, logo, aponta a reportagem, começaria a vender os direitos da sua história para servir de material para filmes, livros e entrevistas jornalísticas.
Francis ainda comenta que não é só o criminoso que iria "faturar" com a morte do ex-beatle: os antigos membros do grupo; a viúva Yoko Ono, que herdou US$ 150 milhões; e as estações de rádio e TV, "que tocam incessantemente as músicas" da banda. "É a sociedade de consumo em seu aspecto mais grotesco", critica.
Apesar disso, ele reconhece que a morte de Lennon significa o fim de uma era, em que "uma geração de jovens talentosos" procurou humanizar um mundo impiedoso.
| Bob Gruen/Divulgação | ||
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| Músico John Lennon foi assassinado em 1980 na cidade de Nova York por Mark David Chapman |
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