ILUSTRADA 50 ANOS: 1960 - Marilyn Monroe não pára de trabalhar
"Nem bem Marilyn termina um filme já começa outro", assinada de Hollywood, foi publicado terça-feira, 20 de setembro de 1960.
Em meio de mexericos e contratempos, Marilyn Monroe terminou a filmagem de "Let's Make Love", sob direção de George Cukor, com Yves Montand a seu lado. Os mexericos foram desmentidos. O romance entre o ator francês e a La Monroe não existiu. Simone Signoret desmentiu, rindo, Arthur Miller desmentiu ("ora, Yves Montand é casado e ama sua esposa") e a própria Marilyn manteve-se em silêncio. A esta altura já se diz que a idéia do romance, surgida como uma hipótese viável, acabou transformando-se num bom negócio de publicidade para o filme, com o qual Marilyn pretende ganhar alguns prêmios, tal a sua atuação na opinião do diretor Cukor.
| 22.set.1960/Reprodução |
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| Veja reprodução da página do jornal que traz a notícia |
Pontualidade
Durante todo o tempo de filmagem Marilyn foi pontual nos horários, ao contrário do que acontecia. Surpreendeu os mais otimistas. Trabalhou intensamente e não se pode dizer que não tenha trabalhado até à exaustão, pois o filme acabou por obrigá-la a um repouso numa clínica. O papel que desempenha no filme exige sua presença permanente em todas as cenas. Interpreta a figura da filha de um importante líder político que rompe seus laços de família para tornar-se atriz.
Passa a ser cortejada pelo comparsa Frankie Vaughan, mas dela também se enamora um jovem riquíssimo, que é Yves Montand. E esse sonha poder ser, algum dia, seu "colega" de palco. E Cukor faz fusões, entre a realidade e os sonhos do milionário, descobrindo uma técnica nova na arte de fazer comédias saborosas.
Próximo filme
Marilyn Monroe prepara-se, agora, para um segundo filme ainda este ano, baseado num roteiro escrito pelo marido: "The Misfits". O próprio Arthur já definiu os traços essenciais desse filme, quando resumiu sua história com estas palavras: "É uma história de duas criaturas, um homem e uma mulher, que se amam e não se casam". Com isso pretendeu dizer que é uma história que atenta contra os padrões do conformismo de Hollywood.
Clark Gable será o principal intérprete masculino. Para aceitar impôs condições: 600 mil dólares e ainda uma participação de 10 por cento nos lucros do filme. Figuram ainda na película Montgomey Clift e outros.
| Gene Kornman/AP | ||
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| Marilyn Monroe em 1953; "Nem bem Marilyn termina um filme já começa outro", publicou caderno |
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