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Ilustrada
24/11/2008 - 06h34

ILUSTRADA 50 ANOS: Leia frases sobre o caderno

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da Folha Online

Leia frases de antigos editores e colaboradores da Ilustrada que estão no livro "Pós-Tudo - 50 Anos de Cultura na Ilustrada", da Publifolha. As frases também se encontram na exposição que acompanha o lançamento na Fiesp, em São Paulo.

"A Ilustrada foi ficando mais agressiva, passou a criticar coisas que jamais criticaria, passou a estar muito mais atenta a questões mercadológicas. Eu achava que o caderno tinha que se posicionar logo, colocar o leitor em sintonia com o que estava acontecendo."
Caio Túlio Costa, editor da Ilustrada de 1981 a 1982

"A Ilustrada, quando cheguei, estava fazendo coisas diferentes. Tinha uma liberdade muito grande, inclusive em relação à paginação, que não precisava seguir o resto do jornal. Havia uma irresponsabilidade maravilhosa e muito humor nas pautas."
Ruy Castro, colunista do caderno de 1983 a 1985

"A Ilustrada foi uma ressurreição, na década de 80, de todas aquelas coisas maravilhosas que haviam acontecido na imprensa carioca nos anos 50 e 60. Não há a menor dúvida de que isso aconteceu na Ilustrada. E ela botou uma bermuda, ficou ágil, ficou moleque."
Sérgio Augusto, colunista e crítico do caderno de 1982 a 1996

"Eu podia falar de drogas, de literatura maldita, de escritores à beira do suicídio, comparar o Clash com o anarquismo, botar Cioran numa matéria sobre o The Who. Foi uma puta trip, eu fazia o que eu queria, a liberdade era absoluta na Ilustrada."
Pepe Escobar, crítico do caderno de 1982 a 1986

"Nos anos 80 a Ilustrada já estava ligada no pós-moderno em termos de 'gosto', mas não exatamente de 'teoria', e mais ligada no pós-moderno em termos 'pop' do que em termos eruditos, onde o padrão concretista ainda era respeitado demais da conta."
Marcelo Coelho, colunista desde 1990

"A Ilustrada sempre tratou um pouco a cultura como se ela tivesse algo de moda: isso aqui é o mais interessante agora, aquilo ali ficou velho e já não fala tanto ao presente, você precisa ler isto neste momento, você tem que ver estes filmes para entender a sua época etc. É uma atitude que dá muito dinamismo e muita inquietação ao jornalismo cultural."
Alcino Leite Neto, editor da Ilustrada em 1993 e 1994

"Vendo desde quando eu entrei, na década de 60, a mudança na Ilustrada pintou mesmo quando o Cláudio Abramo chegou. Ele foi transformando tudo, tirou toda aquela ortodoxia. A Ilustrada antes era um jornal velho, com coisas que não interessavam."
Orlando Fassoni, crítico de cinema dos anos 1960 a 1987

 

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