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26/11/2008 - 14h36

Christie's diz que crise é bom momento para colecionadores

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da Efe, em Hong Kong

A casa Christie's de Hong Kong, que inaugurará seu leilão de inverno neste sábado (29), mostrou-se confiante quanto à demanda de arte na atual situação financeira e acrescentou que os colecionadores sairão beneficiados ao poder obter as obras menos disputadas e a melhor preço do que nos últimos anos.

"Apesar da instabilidade [financeira], talvez este seja o melhor momento para comprar, pois se os compradores sabem o que buscam, talvez consigam obter pinturas a preços mais razoáveis do que há um ou dois anos", disse à Agência Efe o responsável pelo Departamento de Arte Contemporânea Asiática e Arte Chinesa do Século 20, Vinci Chang.

Os 2,4 mil objetos que serão leiloados pela Christie's nos próximos dias estão avaliados em mais de 1,75 bilhão de dólares de Hong Kong (R$ 516,45 milhões, aproximadamente).

Chang negou que a possível queda dos preços se deva a uma correção.

"O mercado de arte chinês cresceu muito rápido nos últimos três, cinco anos, e por trás dos preços está uma grande demanda, não só local, mas internacional; quanto mais gente concorre por uma obra, mais alto será o preço", destacou a direção.

Entre as obras que atrairão a atenção neste final de semana, estão duas pinturas a óleo dos chineses Zeng Fanzhi e Zhang Xiaogang, e uma do filipino Juan Luna.

Os responsáveis pela seção de jóias também não duvidaram do interesse dos compradores em brincos de diamantes que podem chegar a US$ 8 milhões (cerca de R$ 18,4 milhões), e uma gargantilha de diamante e rubi com lance mínimo de US$ 2,5 milhões (R$ 5,7 milhões, aproximadamente) que pode subir para mais de US$ 3,8 milhões (R$ 8,76 milhões, aproximadamente).

"Temos certeza que encontraremos compradores pela grande qualidade das jóias que leiloamos, apesar de não haver tantos 'blockbusters' quanto em outras edições", disse Vickie Sek, diretora do Departamento de Jóias.

O leilão da Christie's acontecerá até 3 de dezembro no Centro de Convenções e Exibições de Hong Kong, e além de arte, jóias e relógios, também incluirá uma seção de vinhos, a primeira realizada pela casa em sete anos

 

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