Maestro Daniel Barenboim faz estréia nesta sexta-feira em NY
da Associated Press, em Nova York
O maestro Daniel Barenboim, 66, realiza nesta sexta-feira aguardada estréia no Metropolitan Opera com "Tristão e Isolda" de Richard Wagner.
Conhecido também por suas convicções políticas, Barenboim recebeu em janeiro deste anoa cidadania palestina honorária em reconhecimento pela promoção do diálogo entre músicos árabes e israelenses.
| Sigi Tischler/AP |
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| Maestro israelense Daniel Barenboim, nascido na Argentina, conduz a orquestra Staatskapelle Berlin na cidade de Lucerna, na Suíça |
"Eu acho que o conflito palestino-israelense pode ser resolvido apenas por israelenses e palestinos, mas com o apoio do resto do mundo. Não pode ser uma iniciativa externa", afirmou Barenboim ao comentar a eleição do democrata Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos.
"Eu estou empolgado que ele tenha sido eleito, mas eu acho irreal esperar que ele chegue a uma solução para todos estes problemas", afirmou Barenboim.
"Eu li com meus próprios olhos na entrada de um clube de golfe em Miami em 1958 um aviso que dizia: 'Judeus, negros e cachorros não são permitidos'. Então há um grande desenvolvimento nisto tudo", afirmou o maestro.
Nascido na Argentina, Barenboim cresceu em Israel, transformou-se em uma famosa criança pianista e fez sua estréia no Carnegie Hall aos 14 anos. Ele não se aventurou na regência até antes de 1967, mas ele se tornou tão conhecido por seu trabalho que foi contratado como diretor musical da Orquestra Sinfônica de Chicago, de 1991 até 2006, e da Ópera do Estado de Berlim em 1992, onde é até hoje um dos quadros.
Barenboim também é o principal maestro convidado do Teatro alla Scala de Milão.
As mais notáveis participações do maestro vieram em 2001, quando ele conduziu trechos de "Tristão e Isolda" em Israel, quebrando um tabu sobre a execução de Wagner, cuja música e escritos anti-semitas influenciaram Adolf Hitler. A aceitação da cidadania honorária palestina também foi um ponto controverso.


