Ilustrada
02/12/2008 - 10h26

Ex-funcionária de hospital vazou boletins de celebridades na Califórnia

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colaboração para a Folha Online

Uma ex-funcionária do centro médico da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) confessou nesta segunda-feira (1) que vendeu ao tablóide "National Enquirer" informações contidas em boletins médicos de celebridades, incluindo Britney Spears e Farrah Fawcett.

Achim Scheidemann /Efe
Britney Spears foi uma das vítimas do vazamento ilegal de ficha médica
Britney Spears foi uma das vítimas do vazamento ilegal de ficha médica

Lawanda Jackson, 49, admitiu a culpa no tribunal por violar uma lei de privacidade médica para fins comerciais. Ela pode ser condenada a até dez anos de prisão, seguida de liberdade supervisionada, além de multa de US$ 250 mil (R$ 580 mil).

A sentença será dada em março do ano que vem. A ex-funcionária e seu advogado recusaram-se a comentar o caso.

Ela trabalhou no centro médico como administradora por 32 anos e nos últimos anos começou a utilizar sua senha de supervisora para acessar os boletins de forma inapropriada, disseram as autoridades.

Conforme os promotores, a partir de 2006, o tablóide depositou cheques na conta do marido de Jackson que totalizavam ao menos US$ 4.600,00 (R$ 10.700,00). Em julho de 2007, a funcionária pediu para sair do hospital antes que fosse demitida.

Além de Britney e da atriz Farrah Fawcett, as autoridades descobriram que Jackson também vazou informações médicas confidenciais da primeira-dama da Califórnia, Maria Shriver, mulher do governador Arnold Schwarzenegger.

Em abril, o advogado de Fawcett, Kim Swartz, disse que o diagnóstico de câncer da atriz e detalhes de seu tratamento apareceram no "National Enquirer" depois que um funcionário acessou os boletins.

Divulgação
Os diagnósticos de câncer da atriz Farrah Fawcett foram vazados
Os diagnósticos de câncer da atriz Farrah Fawcett foram vazados

Mídia

O porta-voz da Promotoria, Thom Mrozek, disse que nenhuma acusação foi feita contra o jornal, mas que o papel da mídia é parte da investigação por violação de privacidade.

"Certamente há possível culpa nos vazamentos da mídia se pudermos determinar que eles [os jornais] conscientemente pagaram para o acesso ilegal dos documentos das celebridades", disse Mrozek. O advogado do "Enquirer" não quis comentar a declaração.

Desde abril, há seis investigações em curso sobre vazamentos de relatórios médicos por parte de empregados no hospital da UCLA. As autoridades descobriram que desde 2003, as informações de mais de mil pacientes foram acessadas de forma inapropriada.

Um total de 165 funcionários --de médicos a serventes-- já foram disciplinados com demissões, suspensões e advertências.

Com Associated Press

 

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