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Ilustrada
03/12/2008 - 14h46

ILUSTRADA 50 ANOS: 1987 - Prince lança "Sign 'O' The Times"

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da Folha Online

"Prince é um dos eleitos" divinos, definiu Mario Cesar Carvalho na capa da Ilustrada de 10 de junho de 1987, ao comentar o lançamento do álbum duplo "Sign 'O' The Times".

"Em nove anos de carreira, nove discos, um Oscar pela trilha de 'Purple Rain', três Grammys e eterno candidato a desbancar a assepsia elétrica de Michael Jackson, Prince é a prova de que a América de Reagan produz coisas mais interessantes que ogivas nucleares e moralismo tacanho", escreveu.

Reprodução
Veja reprodução da página do jornal que traz a notícia
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Segundo o texto, o álbum é uma representação do desencanto de Prince pela sua época. Embora seja tomado por um tom amargo de lamento, o disco não esquece o lado dançante, afinal "Dionísio que é Dionísio sabe que a menor distância entre o flerte e o sexo é a dança".

Admirado por artistas do calibre de Miles Davis e do grupo Talking Heads, o músico é "quase uma unanimidade americana". A exceção: James Brown, que o chamava de "Little Richard requintado".

2007/Mike Blake/Reuters
Prince durante apresentação durante intervalo do Super Bowl
Prince durante apresentação durante intervalo do Super Bowl

A reportagem recorda o início da carreira de Prince e destaca que não tem pudores em relação ao sexo. O cantor conseguiu "romper o cerco do puritanismo americano", com "dois petardos sexuais", "Head" e "Sister, Sister".

"A associação de pais e alunos do Congresso norte-americano queria que seus discos carregassem a estampa 'desaconselhável para menores de dezoito anos'. Conseguiram- pelo menos por dois anos. Era a história de Elvis se repetindo como galhofa", observa Carvalho.

O texto ainda discorre sobre a atuação de Prince no filme "Purple Rain". "A crítica ficou perdida. Engraçadinhos batizaram Prince de 'a nova Greta Garbo'. O 'Los Angeles Herald Examiner' dizia que 'Purple Rain' era o 'Cidadão Kane' da era do rock".

Considerando essas definições como "puro exagero", o filme, na verdade, é "mais uma erupção erótica de um Prince energético e dionisíaco - e isso não é pouco no terreno árido do rock dos anos 80".

 

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