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Ilustrada
05/12/2008 - 10h40

Clooney quer continuar ajudando a África, mas sem adotar crianças

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da Efe, em Berlim

O ator americano George Clooney diz que pretende seguir aproveitando sua popularidade para apoiar causas beneficentes na África, mas não pensa em adotar crianças, explicou em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal alemão "Bild".

O protagonista de "Syriana" (2005), que neste sábado (6) participará como convidado em uma das atividades de beneficência mais populares da televisão alemã, "Um Coração Para as Crianças", explica que quer "investir o tempo livre para ajudar regiões em crise".

Divulgação
Em entrevista a jornal alemão, ator disse que existem "pessoas com aptidões educativas muito melhor que as minhas"
Em entrevista a jornal alemão, George Clooney disse que existem "pessoas com aptidões educativas muito melhor que as minhas"

Clooney, que esteve no Sudão, no Chade, na República Democrática do Congo --em Goma, palco dos confrontos entre rebeldes e tropas do governo--, denuncia a "catástrofe humana" em que se transformou a região de Darfur, onde "dois milhões de pessoas vivem em campos de refugiados sob constante perigo".

Apesar disso, não tem a intenção de adotar crianças destas regiões como alguns de seus colegas de profissão, explica o ator.

"Acho que há outras pessoas com aptidões educativas muito melhor que as minhas", assinala Clooney.

Mesmo assim, o ator afirma que "certamente" gosta de se ocupar das crianças e destaca, entre um dos últimos projetos aos quais emprestou sua imagem, um hospital no sul do Sudão com capacidade para 15 mil pacientes.

O ator, que mora em Los Angeles, rejeitou o "Coração de Ouro", prêmio que queriam lhe conceder no programa televisivo em benefício dos voluntários de Amel Center, filial da Organização Sudanesa contra a Tortura.

Clooney disse que atores como "Don Cheadle, Matt Dillon, Brad Pitt", e ele mesmo, aceitam prêmios com o objetivo de obter "uma tribuna" para seus objetivos, mas, segundo sua opinião, nesta ocasião o prêmio deveria ir para "aquelas pessoas que arriscam suas vidas a cada dia".

Na entrevista, o ator americano também nega que tenha cogitado se mudar para Berlim ou comprar uma casa na capital alemã, como fizeram alguns de seus colegas de Hollywood, e afirma: "quanto mais velho fico, mais falta me faz o calor".

 

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