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Ilustrada
10/12/2008 - 20h41

Marcelo Coelho defende maior espaço para crítica no jornal

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PAULA CARVALHO
da Folha Online

Atualizado às 20h45.

Marcelo Coelho afirmou que uma solução para a objetividade da Ilustrada é dar mais espaço para a crítica.

"A solução para essa postura quase mecânica, que parece reger as reportagens e as entrevistas, que são pouco interessantes de ler, era ter mais crítica no jornal", opinou.

As declarações ocorreram durante o debate "Cultura e Jornalismo", que começou nesta quarta-feira no auditório do Masp, em São Paulo. O debate, que faz parte das celebrações pelos 50 anos da Ilustrada, foi mediado por Marcos Augusto Gonçalves, atual editor do caderno.

Além de Coelho, o debate conta com a presença de Matinas Suzuki Jr., que foi editor da Ilustrada na década de 80, e Ruy Castro, escritor e colunista da Folha.

Coelho ainda refletiu que, na internet, há uma dispersão muito grande de opiniões e que, justamente por isso, o jornal deveria aproveitar a capacidade que tem para escolher e organizar os fatos mais relevantes para o leitor.

Segundo o colunista, o jornal pode, por exemplo, ajudar o leitor a escolher um filme, diante do grande número de filmes em cartaz.

"Parece que não temos legitimidade para escolher quem irá dar aquela opinião, e a partir de que ângulo fazer isso", declarou.

Conto de fada

"O mundo da cultura foi apropriado por uma mistura de contos de fada e ascensão social, o que obriga o jornalismo cultural a seguir isso. Fica difícil tentar sair disso, porque o jornalismo cultural precisa dar esses fatos, já que são notícia", explicou Coelho.

"A Fernanda Montenegro precisa brigar para ter três notas na imprensa, enquanto que os participantes do Big Brother ganham três em uma semana. Isso diz alguma coisa da nossa época", disse Ruy Castro.

"Mas não mais que a Madonna", rebateu Coelho, no que Castro respondeu: "Ninguém ganha da Madonna".

 

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