06/10/2000
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04h24
Paulo Coelho não esconde um projeto para os próximos anos: tornar-se membro da Academia Brasileira de Letras. Não fala diretamente em uma candidatura, mas não nega sua possibilidade.
"É o sonho de qualquer escritor, digam o que disserem. Claro que eu me sentiria profundamente honrado em um dia participar da ABL. Mas não é
para agora."
Ele admite que tem feito um trabalho de aproximação com os membros da ABL e conta que recentemente recebeu em um jantar três imortais que já foram presidentes da casa: Josué Montello, Nélida Piñon e Tarcísio Padilha (atual presidente, em licença para tratamento de saúde).
"Considero a Academia uma das poucas instituições respeitáveis do país", diz.
Não foi à toa que a sede da instituição, no centro do Rio, foi escolhida para a tarde de autógrafos de lançamento do livro.
Situação inédita para o escritor, que nunca fez sessão de autógrafos para lançar seus livros. Costuma autografar seus trabalhos em feiras ao redor do mundo.
"Sempre me cobravam isso, uma tarde de autógrafos, mas nunca tive vontade. Agora tive."
A idéia surgiu de uma conversa com Roberto Feith, dono da editora Objetiva. "Eu pensei nisso e ele gostou. Disse que os acadêmicos são pessoas abertas, o que se comprovou quando aceitaram abrir a casa para mim. E o povo não conhece a ABL. Então por que não unir as duas coisas?".
O presidente em exercício da ABL, Carlos Nejar, pediu reforço na segurança e pessoal de apoio. E, por exigência de Coelho, haverá um "reforço" para os leitores. "Pedi para comprarem 1.000 copinhos de água e 1.000 latinhas de refrigerante. Não posso deixar as pessoas com sede na fila. Na França, meu editor serviu champanhe, mas aqui não dá", diz, rindo.
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Paulo Coelho planeja sua "imortalidade"
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da Folha de S.PauloPaulo Coelho não esconde um projeto para os próximos anos: tornar-se membro da Academia Brasileira de Letras. Não fala diretamente em uma candidatura, mas não nega sua possibilidade.
"É o sonho de qualquer escritor, digam o que disserem. Claro que eu me sentiria profundamente honrado em um dia participar da ABL. Mas não é
para agora."
Ele admite que tem feito um trabalho de aproximação com os membros da ABL e conta que recentemente recebeu em um jantar três imortais que já foram presidentes da casa: Josué Montello, Nélida Piñon e Tarcísio Padilha (atual presidente, em licença para tratamento de saúde).
"Considero a Academia uma das poucas instituições respeitáveis do país", diz.
Não foi à toa que a sede da instituição, no centro do Rio, foi escolhida para a tarde de autógrafos de lançamento do livro.
Situação inédita para o escritor, que nunca fez sessão de autógrafos para lançar seus livros. Costuma autografar seus trabalhos em feiras ao redor do mundo.
"Sempre me cobravam isso, uma tarde de autógrafos, mas nunca tive vontade. Agora tive."
A idéia surgiu de uma conversa com Roberto Feith, dono da editora Objetiva. "Eu pensei nisso e ele gostou. Disse que os acadêmicos são pessoas abertas, o que se comprovou quando aceitaram abrir a casa para mim. E o povo não conhece a ABL. Então por que não unir as duas coisas?".
O presidente em exercício da ABL, Carlos Nejar, pediu reforço na segurança e pessoal de apoio. E, por exigência de Coelho, haverá um "reforço" para os leitores. "Pedi para comprarem 1.000 copinhos de água e 1.000 latinhas de refrigerante. Não posso deixar as pessoas com sede na fila. Na França, meu editor serviu champanhe, mas aqui não dá", diz, rindo.
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