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Ilustrada
16/12/2008 - 11h11

Modelos artísticos protestam nus por melhores salários em Paris

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colaboração para a Folha Online

Enfrentando o frio, modelos artísticos protestaram nus nas ruas de Paris nesta segunda-feira (15) para reclamar contra uma proibição de gorjetas determinada pela prefeitura da cidade e exigir maiores salários.

Sergei Chirikov/Efe
Modelos chegam a ficar até 3 horas sem se mover para inspirar pintores
Modelos chegam a ficar até 3 horas sem se mover para inspirar pintores

Mais de 20 modelos, homens e mulheres, alguns deles cobertos apenas com xales ou casacos, participaram da manifestação, apoiados por dois grandes sindicatos franceses.

A ação foi motivada por uma recente decisão da Prefeitura de Paris de proibir as gorjetas que os artistas dão aos modelos, chamadas de "cornetas", em que o dinheiro vem enrolado em um pedaço de papel. Os modelos se concentraram em frente à prefeitura, que administra os ateliês das escolas de arte públicas da cidade.

Eles disseram que não queriam apenas chocar as autoridades, mas mostrar como trabalham e pedir mais reconhecimento. Reivindicaram também contratos fixos para a atividade.

Reconhecimento

Apesar de não ser exigido nenhum diploma para fazer o trabalho, os modelos alegam que a profissão requer habilidade e esforço para ficar três horas sem se mover e que, por isso, deveriam ser tratados também como artistas.

Em entrevista ao "Le Monde", Magali, 30, disse que se mudou para Paria para posar como uma musa artística. "É o que eu faço melhor. Nossa profissão é a antípoda da sociedade: nós não falamos, não nos movemos, não produzimos nada. Mas somos requeridos para expressar nossos sentimentos", disse ao jornal.

O secretário de Cultura da cidade, Christophe Girard, disse que a ser modelo não pode ser considerado uma profissão, chamando a atividade de "lazer para estudantes, pensionistas e outras pessoas que precisam de um bocado de dinheiro".

Ainda assim, disse que já fez o trabalho quando era jovem e admitiu que a situação dos modelos deve ser reavaliada, na condição de que outras escolas também valorizem a atividade. "Nós podermos conversar sobre compensar a diferença no que eles ganham e podemos ver se o ministério está preparado para reconhecer isso como profissão", disse.

Com Reuters

 

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