Astros de Hollywood são contrários à greve dos atores
da Reuters, em Los Angeles
Mais de 130 atores de Hollywood, entre eles George Clooney, Tom Hanks, Charlize Theron e Morgan Freeman, manifestaram-se nesta segunda-feira (15) contra a autorização para uma greve do sindicato dos atores dos EUA.
| Justin Lane/Efe |
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| George Clooney é um dos astros que assina o comunicado |
A posição contrária à greve foi divulgada pelos atores por meio de uma comunicado, ao mesmo tempo em que sindicalistas se reuniam em Nova York para buscar apoio à paralisação.
A carta enviada pelos atores sinaliza uma forte divisão entre os 120 mil profissionais sindicalizados a respeito das táticas empregadas pelo presidente do sindicato, Alan Rosenberg, e seus aliados para conseguir melhores contratos dos grandes estúdios, especialmente no que diz respeito ao pagamento pela divulgação de filmes e programas de TV pela Internet.
Um grupo menor de astros, que inclui Mel Gibson e Martin Sheen, expressou na última sexta-feira (12) apoio à greve.
Após meses de impasse, o sindicato provocou preocupação na semana passada em Hollywood ao anunciar que pretende votar em janeiro um indicativo de greve, na esperança de forçar uma negociação com os executivos.
Os votos sobre o indicativo de greve devem ser depositados até 2 de janeiro, e apurados no dia 23. Se o "sim" tiver pelo menos 75% dos votos, a direção do sindicato fica autorizada a declarar greve.
"Sentimos fortemente que os membros do sindicato não devem votar pela autorização à greve neste momento", disse a carta dos atores enviada nesta segunda.
"Não achamos que uma autorização possa ser vista como mera ferramenta de negociação. Deve ser vista como o que realmente é --um acordo para fazer greve caso as negociações fracassem."
Citando a piora das condições econômicas, a carta pede aos sindicalistas que aceitem o contrato proposto pelos estúdios como sendo "um acordo imperfeito", e se prepare, junto com outras categorias de Hollywood, para negociar condições melhores dentro de três anos.
O setor ainda se recupera de uma greve de 14 semanas dos roteiristas, que terminou em fevereiro, depois de provocar prejuízos estimados em 3 bilhões de dólares e de deixar milhares de técnicos sem trabalho.
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