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17/12/2008 - 10h40

Tom Cruise volta ao cinema em filme sobre nazismo

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DAVID VALENZUELA
da Efe, em Nova York

Tom Cruise retorna neste Natal aos cinemas americanos com a ambiciosa produção "Valkyrie", um filme com o qual assumiu a difícil tarefa de recuperar o prestígio junto ao público abordando um tema complicado como o nazismo.

Charles Sykes/AP
Tom Cruise se mostrou entusiasmado com o resultado de seu filme sobre o nazismo
Tom Cruise se mostrou entusiasmado com o resultado de seu filme sobre o nazismo

"A história que conta 'Valkyrie' é tão incrível que tinha que acabar sendo um grande filme", explicou o ator em entrevista sobre um projeto no qual o público verá finalmente o ator com o uniforme do exército nazista e encarnando Claus von Stauffenberg, um coronel alemão que tentou assassinar Adolf Hitler.

Durante a entrevista, Cruise se mostrou entusiasmado com o resultado do filme e disse que é "muito importante que se saiba que pessoas como Stauffenberg e a resistência civil alemã contra Hitler existiram".

"Essa história é a que me levou a participar do filme", disse Cruise sobre o longa que, após muitas mudanças na data de estréia, chegará aos cinemas no dia do Natal e permitirá conhecer de uma vez por todas um projeto muito falado e com o qual o ator pretende relançar sua carreira em Hollywood.

O filme, baseado em fatos reais e dirigido por Bryan Singer ("X-Men", "Superman - o Retorno"), se baseia em um tema tão delicado como o nazismo e relata o complô de um grupo de oito altos comandantes do Exército alemão para acabar com Hitler em 1944 e pôr fim à Segunda Guerra Mundial.

O filme devolveu Cruise aos estúdios de televisão, onde sua presença nos últimos anos não tinha surtido bom efeito por culpa de discursos polêmicos nos programas "The Oprah Winfrey Show" e no "Today Show", de Matt Lauer.

Cruise defende com unhas e dentes sua aposta em "Valkyrie", um longa que, segundo ele, tanto o diretor quanto os roteiristas, Christopher McQuarrie e Nathan Alexander, reconheceram que nasceu como "um pequeno filme".

Essa idéia ficou para trás até Cruise decidir se envolver no projeto e encarnar um dos personagens mais arriscados de sua carreira, com o qual quer ampliar sua lista de três indicações ao Oscar.

"Bryan (Singer) é um diretor de grandes filmes e conta uma grande história que não poderia ficar em um filme pequeno", disse Cruise sobre a evolução de um projeto que, segundo seu diretor, teve um orçamento de entre US$ 75 e US$ 90 milhões.

A julgar pelas indicações aos Globos de Ouro, considerados como a ante-sala dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, e que foram anunciados na semana passada, Cruise não parece ter muitas oportunidades de conseguir uma indicação ao Oscar.

"Valkyrie" e sua interpretação de Stauffenberg foram ignoradas pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood --que entrega os prêmios--, mas Cruise conseguiu uma indicação de melhor ator coadjuvante por um pequeno papel na polêmica comédia "Trovão Tropical", dirigida por Ben Stiller.

"Estou muito entusiasmado com a indicação. Não a esperava, porque eu nunca espero essas coisas, mas devo dizer que é muito excitante", explicou o ator, que, no entanto, ainda poderia surpreender e figurar entre os indicados ao Oscar, que terão seus nomes divulgados em janeiro.

O filme tem todos os ingredientes que a priori agradam Hollywood, já que se ambienta na Segunda Guerra Mundial e mostra como houve quem se opusesse aos horrores do nazismo dentro da Alemanha, como ocorreu em longas premiados como "O Pianista", de Roman Polanski, e "A Lista de Schindler", de Steven Spielberg.

A polêmica, no entanto, acompanhou o filme desde seu início, já que a princípio as autoridades alemãs se negaram a deixar o longa ser gravado no memorial de Benderblock em Berlim por Cruise pertencer à Igreja da Cientologia, que sofre forte resistência na Alemanha.

Além disso, a imprensa alemã se esforçou em dizer que o ambiente na gravação era tudo menos plácido, um extremo que foi negado por aqueles que trabalharam na produção, que conta com nomes conhecidos como Kenneth Branagh, Terence Stamp e Bill Nighy.

"Trabalhar com Tom foi maravilhoso. Ele faz com que o trabalho pareça simples, porque passa muita energia positiva. É um tipo divertido que se concentra quando é preciso, mas que sabe rir contigo também", disse Branagh, que interpreta outro dos cérebros da operação contra Hitler, o general Henning von Tresckow.

 

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