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Ilustrada
17/12/2008 - 12h44

Diretor nega surpresa às criticas contra a série "Crash"

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JILL SERJEANT
da Reuters, em Los Angeles

Depois de anos depois da polêmica entre os norte-americanos pela abordagem de racismo e estereótipos, o filme "Crash", ganhador do Oscar, foi convertido em uma série de TV, que também dividiu os críticos.

Divulgação
Atores Thandie Newton e Matt Dillon em cena do filme "Crash - No Limite", de 2004
Atores Thandie Newton e Matt Dillon em cena do filme "Crash - No Limite", de 2004

A recepção da série, que também aborda o racismo nas cidades, não surpreendeu o diretor e roteirista canadense Paul Haggis. Sua idéia original era um programa de TV, mas ele foi ridicularizado ao fazer a proposta no começo do ano 2000.

"Quando eu tive esta idéia, pensei automaticamente numa série de TV, mas 'Crash' aparentemente não dava uma série. Quando eu tentei fazer a proposta, as pessoas riram de mim", disse Haggis.

Depois que o filme ganhou três Oscars, incluindo o de melhor filme, tudo mudou.

Haggis, 55, é o produtor-executivo e principal "torcedor" do programa. O roteiro tem um grupo de policiais corruptos de todas as etnias, um membro de gangue coreano que acaba se regenerando e uma dona de casa rica, mas frustrada.

Enquanto o filme fez críticos e público se questionarem sobre as relações raciais problemáticas na cidade de Los Angeles, alguns críticos acharam que a série televisiva de 13 episódios não tem a mesma intensidade do filme.

"A questão racial está silenciada de forma estranha", disse uma resenha do Hollywood Reporter.

O programa --que vai ao ar no canal Starz desde outubro-- teve uma avaliação média de 42 em 100 pontos no site metacritic.com, que reúne as críticas.

 

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