Maestro Daniel Barenboim comandará o concerto de Ano Novo em Viena
da France Presse, em Viena
O maestro israelense-argentino Daniel Barenboim, 66, que foi um menino prodígio como pianista, será o 14º a assumir a batuta dia 1º de janeiro para o concerto clássico mais popular e mais divulgado no mundo --o do Ano Novo da Orquesta filarmônica de Viena.
| Marco Brescia/Reuters |
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| O maestro Daniel Barenboim conduzirá o tradicional concerto de Ano Novo de Viena |
À frente do prestigioso conjunto vienense na sala do Musikverein, Daniel Barenboim encontrará na ocasião nomes conhecidos como Clemens Krauss, Herbert von Karajan, Carlos Kleiber, Claudio Abbado e Seiji Ozawa.
Nascido em Buenos Aires em 1942, Barenboim foi um menino prodígio da música. Teve aulas de piano com a mãe a partir dos cinco anos de idade, depois com seu pai, e apresentou seu primeiro concerto público na capital argentina aos sete anos.
Sua família, de judeus de origem russa, emigrou para Israel em 1952 e enviou o prodígio para a Meca da música clássica, na Áustria, mais precisamente para Salzburgo, a cidade de Wolfgang Amadeus Mozart, onde seguiu os cursos do maestro Igor Markevitch. No mesmo ano, ele começou a carreira internacional de pianista com concertos em Viena e Roma.
Marcado por suas origens judias, Daniel Barenboim começou a lutar pela paz no Oriente Médio ao fundar, em 1999, com o intelectual palestino Edward Saïd, uma orquestra israelense-árabe de jovens, a West-Eastern Divan Orchestra, que pretende ser um símbolo de uma futura reconciliação entre israelenses e palestinos.
Embaixador da paz da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2007, comandou a orquestra em um concerto histórico em Ramallah, em 2005.
O grande drama de sua vida foi a morte de sua primeira esposa, a violoncelista britânica Jacqueline Du Pré, em 1987, aos 42 anos. Jacqueline morreu de esclerose múltipla.
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