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06/01/2009 - 21h15

Promotoria pede a juiz que mantenha caso contra Roman Polanski

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da Folha Online

A Promotoria de Los Angeles, no Estado americano da Califórnia, anunciou nesta terça-feira que pediu a um juiz que negue o pedido do cineasta Roman Polanski, 75, que encerre o caso judicial que enfrenta por ter feito sexo com uma adolescente de 13 anos.

O caso ocorreu há mais de 30 anos e Polanski foi acusado de estupro, entre outros crimes, e é considerado um fugitivo nos Estados Unidos.

Divulgação
Promotoria defende a continuidade de processo contra o cineasta Roman Polanski
Promotoria defende a continuidade de processo contra o cineasta Roman Polanski

Polanski entrou com uma petição nesta segunda-feira (5) para retirar o caso da Corte Superior de Los Angeles e enviá-lo para revisão no Conselho Judicial da Califórnia. Em dezembro, ele iniciou um processo para que as acusações contra ele sejam encerradas.

O cineasta coloca em dúvida a competência da instância judicial que levou o caso, alegando que conta com novas provas que demonstram ele não recebeu um tratamento judicial adequando.

Polanski, que nasceu na França e é filho de poloneses, chegou a se declarar culpado de haver mantido "relações sexuais ilegais" após ter sido preso na época do caso. Os pais da menina apresentaram o processo contra o cineasta.

No documento da corte, o promotor David Walgren alega que, após confessar, o cineasta fugiu dos Estados Unidos, em 1978, antes do julgamento e que não deveria ter nenhum direito a contar com uma audiência sem estar presente.

O processo segue vigente e Polanski nunca mais voltou aos Estados Unidos, devido ao risco de ser preso. Ele não se aventurou nem mesmo em 2003, quando ganhou o Oscar pelo filme "O Pianista".

Walgren também destaca em seu argumento, baseado em depoimentos realizado em 1977, que a menina --que havia conhecido Polanski em um ensaio fotográfico-- tomou champanhe e um remédio, que recebeu ordens para se despir, foi estuprada e passou por situações de atentado violento ao pudor.

A vítima teria ainda pedido a Polanski que parasse diversas vezes e teria sido conduzida à sua casa chorando. Polanski alega que o contato sexual foi consensual.

O cineasta também teria avisado à vítima que não contasse nada à sua mãe sobre o que havia ocorrido, segundo o argumento de Walgren.

A menina conta hoje com 44 anos e, segundo a Reuters, afirma que nunca quis que o cineasta fosse preso e que gostaria que o caso fosse encerrado.

Com France Presse e Reuters

 

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