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01/02/2005 - 10h22

Desenho animado "Buster" também incomoda conservadores nos EUA

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da Folha Online

Além do desenho animado para crianças "Bob Esponja", outra série infantil vem causando polêmica nos Estados Unidos: "Buster". De acordo com grupos conservadores cristãos, e até a nova secretária de Educação americana, a produção teria mensagens em favor do homossexualismo.

A secretária da Educação americana, Margaret Spellings, denunciou um episódio de "Buster", no qual o protagonista Buster Baxter visita um casal de lésbicas e seus filhos. "Muitos pais não desejariam que seus filhos fossem expostos aos estilos de vida representados neste episódio", disse Spellings ao presidente da rede de televisão PBS.

Tal episódio, gravado em Vermont, um Estado no nordeste dos Estados Unidos que autoriza as uniões civis homossexuais, seria exibido no dia 2 de fevereiro. A PBS, porém, que recebeu fundos públicos para realizar os episódios, optou por não divulgá-lo.

Por outro lado, um canal de Boston (Massachusetts) resolveu levá-lo ao ar, ressaltando que ensina sobre a tolerância das diferenças familiares.

Já o presidente George W. Bush, questionado sobre a polêmica dos desenhos animados, afirmou em uma entrevista divulgada neste domingo pela C-Span: "O botão de liga e desliga da tevê existe para isso. Basta desligar quando o programa não nos agrada". "Somos uma grande sociedade, porque somos uma sociedade livre, mas é importante que haja limites", acrescentou Bush.

Esta não é a primeira objeção dos conservadores cristãos aos desenhos na TV. Em 1999, o personagem Tinky-Winky, dos "Teletubbies", que usava uma bolsa de mulher e tinha um jeito afeminado, também foi alvo de críticas.

Com France Presse

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