Músicos de sinfônicas de São Paulo passam por avaliação
JOÃO BATISTA NATALI
Colaboração para a Folha
Os músicos da Orquestra Jazz Sinfônica e da Banda Sinfônica do Estado estão sendo submetidos até o final de janeiro a um processo seletivo para poderem permanecer em seus postos e serem a partir de agora contratados pela CLT.
Essa é uma das consequências de uma reestruturação mais ampla na área da música da Secretaria da Cultura do Estado. Os dois conjuntos sinfônicos eram ligados ao Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, uma Organização Social (OS) extinta em dezembro. A Banda e a Jazz passaram para a esfera da Apaa (Associação Paulista dos Amigos da Arte), uma outra OS que já administrava os teatros Sérgio Cardoso e São Pedro.
A Secretaria da Cultura atua por meio de 16 OSs --que recebem dotações em troca do cumprimento de um contrato para que prestem serviços. Com a reestruturação, a Apaa, com R$ 133 milhões de orçamento para os próximos três anos, torna-se a segunda maior OS cultural do governo, atrás apenas da Osesp.
O secretário da Cultura, João Sayad, disse à Folha que a transformação dos músicos em celetistas põe fim a cinco anos em que eles se organizavam em cooperativas, fórmula criticada pelo Ministério Público do Trabalho.
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