09/03/2005
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11h28
da Folha Online
Depois de registrar em 2004 uma captação recorde de R$ 466 milhões para projetos culturais por meio da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura está abrindo uma nova frente para impulsionar a cultura brasileira por meio de leis de incentivo fiscal.
De olho no grande mercado de cultura nos Estados Unidos, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), Sérgio Xavier, embarcou ontem para a América do Norte para se reunir com empresários americanos e brasileiros que atuem nos dois países.
"Queremos discutir uma forma de ampliar estes investimentos e fazer com que o produto cultural brasileiro chegue no maior mercado planetário de cultura, que é os Estados Unidos. Os EUA movimentam hoje cerca de US$ 700 bilhões na área cultural. É um mercado extremamente importante em que nós precisamos chegar", disse Xavier em entrevista à Folha Online.
O secretário afirmou que a legislação atual permite que empresas multinacionais, que recolham impostos no Brasil, financiem projetos de produtores brasileiros para serem realizados fora do país. "Isso seria ótimo para fazer circular espetáculos de música, de teatro ou de cultura popular, que hoje não têm recursos para sair do Brasil", declarou.
Segundo Xavier, o mercado de cultura no mundo hoje gira em torno de US$ 1,3 trilhão, dos quais os EUA controlam quase 50%.
"Acho que o Brasil não chega nem a 0,5% deste mercado mundial, e a gente precisa avançar. O ministro [Gilberto] Gil tem feito um trabalho muito importante de articulação internacional. Pela visibilidade que ele tem no exterior, ele tem conseguido abrir espaço para a cultura brasileira em muitos lugares."
Além dos EUA, o MinC vem fazendo vários contatos com outros países, como a França, que vai dedicar um ano inteiro à cultura brasileira em mais de 250 eventos dentro da programação do Ano do Brasil na França.
"Queremos sensibilizar estes empresários para não só utilizar a Lei Rouanet, mas também a investir com recursos próprios", com dinheiro de patrocínio, de publicidade e de comunicação, explicou Xavier.
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MinC busca recursos no exterior para financiar projetos culturais
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GUILHERME GORGULHOda Folha Online
Depois de registrar em 2004 uma captação recorde de R$ 466 milhões para projetos culturais por meio da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura está abrindo uma nova frente para impulsionar a cultura brasileira por meio de leis de incentivo fiscal.
De olho no grande mercado de cultura nos Estados Unidos, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), Sérgio Xavier, embarcou ontem para a América do Norte para se reunir com empresários americanos e brasileiros que atuem nos dois países.
"Queremos discutir uma forma de ampliar estes investimentos e fazer com que o produto cultural brasileiro chegue no maior mercado planetário de cultura, que é os Estados Unidos. Os EUA movimentam hoje cerca de US$ 700 bilhões na área cultural. É um mercado extremamente importante em que nós precisamos chegar", disse Xavier em entrevista à Folha Online.
O secretário afirmou que a legislação atual permite que empresas multinacionais, que recolham impostos no Brasil, financiem projetos de produtores brasileiros para serem realizados fora do país. "Isso seria ótimo para fazer circular espetáculos de música, de teatro ou de cultura popular, que hoje não têm recursos para sair do Brasil", declarou.
Segundo Xavier, o mercado de cultura no mundo hoje gira em torno de US$ 1,3 trilhão, dos quais os EUA controlam quase 50%.
"Acho que o Brasil não chega nem a 0,5% deste mercado mundial, e a gente precisa avançar. O ministro [Gilberto] Gil tem feito um trabalho muito importante de articulação internacional. Pela visibilidade que ele tem no exterior, ele tem conseguido abrir espaço para a cultura brasileira em muitos lugares."
Além dos EUA, o MinC vem fazendo vários contatos com outros países, como a França, que vai dedicar um ano inteiro à cultura brasileira em mais de 250 eventos dentro da programação do Ano do Brasil na França.
"Queremos sensibilizar estes empresários para não só utilizar a Lei Rouanet, mas também a investir com recursos próprios", com dinheiro de patrocínio, de publicidade e de comunicação, explicou Xavier.
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