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Ilustrada
03/02/2009 - 22h51

Diretor espanhol recupera seu prêmio Goya roubado

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da Ansa, em Madri

O diretor espanhol Albert Solé, vencedor do prêmio Goya pelo documentário "Bucareste, a Memória Perdida", recuperou sua estatueta, que havia sido roubada na madrugada desta segunda-feira por um crítico de cinema que protestava contra o "sectarismo" do cinema espanhol.

Segundo informou o jornal "El Mundo", o roubo do Goya, dado aos melhores filmes espanhóis da temporada, aconteceu enquanto Solé estava em uma festa organizada pelo diretor Alex de la Iglesia com a equipe do filme "Os Crimes de Oxford", na madrugada de segunda-feira em Madri.

A festa aconteceu no domingo à noite após a entrega dos prêmios.

O diretor espanhol havia deixado seu prêmio no guarda-volumes do local onde era realizada a celebração, e a funcionária encarregada teria dado a estátua ao crítico.

"Me deu pena vê-lo jogado no guarda-volumes, e disse à moça: 'Me dê meu casaco e o Goya'", disse o autor do furto, cujas iniciais são K.N.T.

O jornal "El Mundo" afirmou que o crítico devolveu o prêmio no templo egípcio de Debod, no centro de Madri. O jovem, que chamou o jornal para marcar um encontro e devolver o prêmio, explicou os motivos do furto do Goya.

"Sempre quis devolvê-la, a verdade é que quando fui à festa, não tinha nenhuma intenção de roubá-la, porque não sou um ladrão e nunca roubei nada", declarou o homem criticando o cinema espanhol, que "é sempre igual. Tem má qualidade, as contribuições e os prêmios são dados sempre aos mesmos".

"Com isso, gostaria de chamar atenção para o sectarismo e o nepotismo que imperam no cinema, e gostaria que as pessoas se preocupassem um pouco mais com um cinema de qualidade", disse.

 

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