Bloomberg planeja cortar canal brasileiro, diz jornal
RENAN RAMALHO
Colaboração para a Folha Online
Atualizado às 19h24.
O canal de TV americano Bloomberg está planejando cortar sua programação em língua estrangeira para economizar gastos. A estratégia do canal de notícias financeiras é reforçar a cobertura em inglês, transmitida de Nova York e Londres. A informação foi publicada nesta quarta-feira pelo site do jornal britânico "Daily Telegraph".
| Jefferson Bernardes/Palácio Piratini |
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| Operação do canal no Brasil vai ser alterada "em breve", mas ainda não há data definida |
A Folha Online apurou que a empresa pretende eliminar tudo o que não seja produzido em inglês. Por e-mail, a porta-voz Judith Czelusniak disse que a Bloomberg "está se transformando em uma rede global, com conteúdo compartilhado entre nossas agências em todo o mundo".
Ela confirmou também que serão feitas mudanças na operação do canal no Brasil, mas não definiu uma data certa, nem especificou o que será alterado.
Entre os funcionários da filial brasileira, o clima é de apreensão quanto a prováveis demissões, mas que podem demorar um pouco mais por causa de compromissos que a empresa tem no país.
A filial que mais sofreu pressões até agora foi a da América Latina, que produz conteúdo em espanhol. O canal conta também com programação local na Europa e Ásia.
Nesta quarta-feira, um executivo recém-contratado da emissora, Andrew Lack, disse em uma mensagem de vídeo para os funcionários que os cortes serão necessários para que o canal continue lucrando.
Nos Estados Unidos, a emissora já havia cancelado um talk show ancorado pelo apresentador Mike Schneider, além de ter demitido o editor John Meehan. Conforme o "Telegraph", na programação em inglês, parte da equipe na Europa deve ser mantida, mas servirá apenas como suporte à cobertura feita de Nova York.
Apesar dos cortes, fontes disseram ao jornal britânico, no entanto, que a companhia pode contratar pessoal ainda neste ano para retomar o crescimento.
A companhia, fundada em 1981 pelo atual prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg, consegue boa parte de sua renda prestando informações, notícias e análises para cerca de 250 mil clientes do mercado financeiro e investidores.
A TV contribui apenas com uma pequena parte do faturamento da companhia, estimado em US$ 6 bilhões (R$ 13,6 bilhões) por ano.
Colaborou a repórter Dayanne Mikevis.
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