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04/02/2009 - 16h17

Bloomberg planeja cortar canal brasileiro, diz jornal

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RENAN RAMALHO
Colaboração para a Folha Online

Atualizado às 19h24.

O canal de TV americano Bloomberg está planejando cortar sua programação em língua estrangeira para economizar gastos. A estratégia do canal de notícias financeiras é reforçar a cobertura em inglês, transmitida de Nova York e Londres. A informação foi publicada nesta quarta-feira pelo site do jornal britânico "Daily Telegraph".

Jefferson Bernardes/Palácio Piratini
Operação do canal no Brasil vai ser alterada "em breve", mas ainda não há data definida
Operação do canal no Brasil vai ser alterada "em breve", mas ainda não há data definida

A Folha Online apurou que a empresa pretende eliminar tudo o que não seja produzido em inglês. Por e-mail, a porta-voz Judith Czelusniak disse que a Bloomberg "está se transformando em uma rede global, com conteúdo compartilhado entre nossas agências em todo o mundo".

Ela confirmou também que serão feitas mudanças na operação do canal no Brasil, mas não definiu uma data certa, nem especificou o que será alterado.

Entre os funcionários da filial brasileira, o clima é de apreensão quanto a prováveis demissões, mas que podem demorar um pouco mais por causa de compromissos que a empresa tem no país.

A filial que mais sofreu pressões até agora foi a da América Latina, que produz conteúdo em espanhol. O canal conta também com programação local na Europa e Ásia.

Nesta quarta-feira, um executivo recém-contratado da emissora, Andrew Lack, disse em uma mensagem de vídeo para os funcionários que os cortes serão necessários para que o canal continue lucrando.

Nos Estados Unidos, a emissora já havia cancelado um talk show ancorado pelo apresentador Mike Schneider, além de ter demitido o editor John Meehan. Conforme o "Telegraph", na programação em inglês, parte da equipe na Europa deve ser mantida, mas servirá apenas como suporte à cobertura feita de Nova York.

Apesar dos cortes, fontes disseram ao jornal britânico, no entanto, que a companhia pode contratar pessoal ainda neste ano para retomar o crescimento.

A companhia, fundada em 1981 pelo atual prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg, consegue boa parte de sua renda prestando informações, notícias e análises para cerca de 250 mil clientes do mercado financeiro e investidores.

A TV contribui apenas com uma pequena parte do faturamento da companhia, estimado em US$ 6 bilhões (R$ 13,6 bilhões) por ano.

Colaborou a repórter Dayanne Mikevis.

 

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