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06/02/2009 - 10h56

"Verônica" mostra redescobrimento de mulher em meio a corre-corre

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

Com apelo jovem, correria e sem recorrer ao gênero "favela movie", "Verônica", de Maurício Farias, estreia nesta sexta-feira nos cinemas com o desafio de conseguir uma boa bilheteria em meio o sucesso de "Se Eu Fosse Você 2" e da temporada pré-Oscar.

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Andréa Beltrão e Matheus de Sá em cena de "Verônica", que estreia amanhã nos cinemas
Andréa Beltrão e Matheus de Sá em cena de "Verônica", que estreia amanhã nos cinemas

Apesar da missão difícil, "Verônica" tem todos os ingredientes que lhe prometem uma boa carreira nas bilheterias. A história cativa, o tema é de certa forma universal, a trilha sonora é bem elaborada e as atuações do menino Matheus de Sá e de Andrea Beltrão fazem com que o potencial de público seja bom. Veja o trailer e o site oficial do filme.

Verônica (Andréa Beltrão) é uma professora primária que dá aulas em uma escola próxima a uma favela no Rio. Há cerca de 20 anos na profissão, ela está cansada e ainda leva uma relação difícil com o ex-marido, Paulo (Marco Ricca).

Como se não fosse suficiente, certo dia, os pais deixam de buscar um de seus alunos na escola, que é uma "pestinha". Ela resolve levar o menino em casa, quando descobre que os pais foram brutalmente assassinados e o menino está jurado de morte. Um universo que envolve tráfico, corrupção policial e violência se abre para a personagem.

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Cena de "Verônica", de Mauricio Farias; diretor afirma que mudou final do filme após pesquisas com público em São Paulo e no Rio
Cena de "Verônica", de Mauricio Farias; diretor afirma que mudou final do filme após pesquisas com público em São Paulo e no Rio

Em meio ao thriller, a pergunta por que alguém abandonaria tudo para salvar uma criança quase que estranha tem resposta fácil. Afinal de contas, a sensação que se tem é que Verônica tinha tão pouco que não se sabe se, ao tentar salvar o menino, ela não está tentando salvar a si própria.

Frias, o diretor, concorda com a visão. 'A vida dela estava uma merda e ela nem imaginava que poderia ficar pior', afirmou em entrevista.

"Ela não teve tempo para pensar, não foi uma escolha, ela de repente se viu em uma situação da qual não podia sair", disse o diretor. Farias afirmou ainda que, em pesquisas com o público de São Paulo e Rio, percebeu que o primeiro final da trama não era propriamente compreendido, que as pessoas não se interessavam muito pela questão da maternidade.

"Um dos entrevistados chegou mesmo a dizer que quando o menino dizia para ela eu te amo, ele via uma questão de pedofilia. Um absurdo", comentou Farias. De qualquer maneira, o diretor mudou toda a sequência final para um desfecho mais "poético".

Beltrão colaborou nos diálogos do filme e disse que uma passagem específica é uma homenagem à empregada que a criou. Isto ocorre no trecho no qual ela cita que, se ganhar na loteria, tudo vai ficar bem. A empregada homenageada, no entanto, já morreu. "Mas ela pode estar vendo na sala de cinema lá do céu, que certamente não tem problema de som", afirmou a atriz.

Além disso, a atriz também palpitou na trilha sonora. O final, que tem uma faixa de Tim Maia trabalhada pelo Titã Branco Mello foi uma sugestão da atriz.

Quanto à trilha, Mello disse que a intenção foi fazer algo "bem brasileiro". Ele citou o samba, batuque, tamborins, mas não inseriu elementos do funk na trama. "Eu acho que existe o funk ruim e o funk bom como em qualquer estilo e tenho que admitir que não sou um conhecedor", afirmou o Titã.

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Em meio a correria, personagem Verônica descobre a maternidade ao se envolver com o menino Leandro
Em meio a correria, personagem Verônica descobre a maternidade ao se envolver com o menino Leandro
 

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