25/04/2005
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09h37
da Folha de S. Paulo
Das 24 horas do dia, o brasileiro passa, em média, cinco diante da TV. São 76 dias por ano dedicados ao cubo mágico. Um ano de sofá e controle remoto a cada cinco.
O dado é do Ibope, de uma pesquisa realizada em 2004. E, como é uma média, supõe-se que, se você não está hipnotizado todo esse tempo diante da TV, outro alguém, em algum ponto do país, tem excedido a média por você.
Mas o que essa gente faria se desligasse a TV e tivesse essas cinco horas livres todos os dias? Foi essa a idéia da ONG canadense Adbusters (www.adbusters.org) ao criar, há 11 anos, a campanha "Turn Off TV Week" (algo como "semana da TV desligada").
A campanha, divulgada pela internet, é mundial e propõe, neste ano, que telespectadores encarem um único desafio: manter sua TV desligada de hoje a 1º de maio.
"A proposta é a limpeza do ambiente mental de cada um. A TV promove uma cultura sedentária, mas ela não é o foco do problema. Ele está no conteúdo, que é um lixo manipulador. A TV é uma mídia que poderia ajudar no desenvolvimento da democracia e das sociedades, mas só transforma tudo em produto", ataca o gerente de campanhas Tim Walker.
Walker explica que há duas formas de participar da campanha. A prática mais simples é manter a TV desligada. Mas, segundo ele, muita gente se junta e cria atividades durante a semana. "Em Nova York, por exemplo, hoje haverá um protesto de jovens que se vestirão de zumbis e ficarão em frente à maior loja de televisores da cidade. Em Washington, um grupo comprou muitas TVs velhas e levantará fundos para a campanha ao cobrar uma pequena quantia para que as pessoas possam destruí-las a marretadas", conta.
Em seu site, a Adbusters dá uma forcinha para quem fica perdido depois de apertar o botão que apaga o monitor da TV e lista 50 atividades que podem ser feitas no tempo antes gasto com a telinha. "Andar de bicicleta, fazer uma caminhada, empinar pipa, jogar xadrez, cozinhar, promover uma festa no seu quarteirão, ouvir música, protestar, acampar, escrever um jornal" e por aí vai.
A campanha deste ano conta com o apoio de um instrumento de subversão: o TV-B-Gone (algo como "TV já era"). Trata-se de um controle remoto universal criado por um grupo de San Francisco que atua em 45 diferentes freqüências de aparelhos televisores, desligando-os. A engenhoca cabe no bolso da calça e pode desligar a TV do restaurante, do aeroporto, da casa do vizinho ou da loja de departamentos. "Vendemos mais de 2.500 só nos EUA", diz.
A organização estima que, em 2004, mais de 7 milhões de pessoas se envolveram na "semana da TV desligada" e reconhece que está na hora de disseminar sua proposta na América Latina. "É nossa próxima prioridade."
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Adbusters
Campanha quer desligar TVs do planeta
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FERNANDA MENAda Folha de S. Paulo
Das 24 horas do dia, o brasileiro passa, em média, cinco diante da TV. São 76 dias por ano dedicados ao cubo mágico. Um ano de sofá e controle remoto a cada cinco.
O dado é do Ibope, de uma pesquisa realizada em 2004. E, como é uma média, supõe-se que, se você não está hipnotizado todo esse tempo diante da TV, outro alguém, em algum ponto do país, tem excedido a média por você.
Mas o que essa gente faria se desligasse a TV e tivesse essas cinco horas livres todos os dias? Foi essa a idéia da ONG canadense Adbusters (www.adbusters.org) ao criar, há 11 anos, a campanha "Turn Off TV Week" (algo como "semana da TV desligada").
A campanha, divulgada pela internet, é mundial e propõe, neste ano, que telespectadores encarem um único desafio: manter sua TV desligada de hoje a 1º de maio.
"A proposta é a limpeza do ambiente mental de cada um. A TV promove uma cultura sedentária, mas ela não é o foco do problema. Ele está no conteúdo, que é um lixo manipulador. A TV é uma mídia que poderia ajudar no desenvolvimento da democracia e das sociedades, mas só transforma tudo em produto", ataca o gerente de campanhas Tim Walker.
Walker explica que há duas formas de participar da campanha. A prática mais simples é manter a TV desligada. Mas, segundo ele, muita gente se junta e cria atividades durante a semana. "Em Nova York, por exemplo, hoje haverá um protesto de jovens que se vestirão de zumbis e ficarão em frente à maior loja de televisores da cidade. Em Washington, um grupo comprou muitas TVs velhas e levantará fundos para a campanha ao cobrar uma pequena quantia para que as pessoas possam destruí-las a marretadas", conta.
Em seu site, a Adbusters dá uma forcinha para quem fica perdido depois de apertar o botão que apaga o monitor da TV e lista 50 atividades que podem ser feitas no tempo antes gasto com a telinha. "Andar de bicicleta, fazer uma caminhada, empinar pipa, jogar xadrez, cozinhar, promover uma festa no seu quarteirão, ouvir música, protestar, acampar, escrever um jornal" e por aí vai.
A campanha deste ano conta com o apoio de um instrumento de subversão: o TV-B-Gone (algo como "TV já era"). Trata-se de um controle remoto universal criado por um grupo de San Francisco que atua em 45 diferentes freqüências de aparelhos televisores, desligando-os. A engenhoca cabe no bolso da calça e pode desligar a TV do restaurante, do aeroporto, da casa do vizinho ou da loja de departamentos. "Vendemos mais de 2.500 só nos EUA", diz.
A organização estima que, em 2004, mais de 7 milhões de pessoas se envolveram na "semana da TV desligada" e reconhece que está na hora de disseminar sua proposta na América Latina. "É nossa próxima prioridade."
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