11/07/2005
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16h25
Os londrinos mostraram que "não é preciso transformar o seu país em uma fortaleza, é preciso não ter medo" afirmou nesta segunda-feira o escritor anglo-indiano Salman Rushdie 58, que participa de sabatina da Folha, que acontece em São Paulo, no Teatro Folha.
"Tenho orgulho de como os londrinos reagiram aos atentados" afirmou o escritor. Na última quinta-feira, uma série de quatro atentados atingiu os sistemas de transporte público de Londres, matando ao menos 52 pessoas e deixando 700 feridos. Durante pronunciamento no Parlamento inglês, o primeiro-ministro Tony Blair afirmou que o ataque foi realizado por "terroristas islâmicos".
Rushdie também afirmou que a organização Al Qaeda --comandada por Osama bin Laden-- tem como único ponto de reivindicação o fato de "não gostar" do estilo de vida ocidental. "Eles só podem dizer sobre aquilo que eles são contra, e eles são contra nós", disse o escritor, para quem os terroristas islâmicos "só querem destruir nosso modo de vida".
Para Rushdie, a tensão política atual entre Oriente e Ocidente começou a se desenhar quando foi perseguido pela publicação de seu livro "Versos Satânicos". "As pessoas não queriam tirar conclusões gerais do que estava acontecendo no mundo partindo do que estava acontecendo ao meu livro", disse.
Seu livro fez com que o aiatolá Khomeini, do Irã, sentenciasse contra ele uma "fatwa" [sentença de morte], por considerar a obra um "insulto ao islã". A sentença foi suspensa só em 1998.
Rushdie está sendo sabatinado por Sérgio Dávila, repórter especial da Folha, Sérgio Malbergier, editor de Dinheiro, Alcino Leite Neto, editor de Domingo, e o sociólogo Emir Sader. Rushdie responde a perguntas feitas pelos entrevistadores e pela platéia.
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da Folha OnlineOs londrinos mostraram que "não é preciso transformar o seu país em uma fortaleza, é preciso não ter medo" afirmou nesta segunda-feira o escritor anglo-indiano Salman Rushdie 58, que participa de sabatina da Folha, que acontece em São Paulo, no Teatro Folha.
"Tenho orgulho de como os londrinos reagiram aos atentados" afirmou o escritor. Na última quinta-feira, uma série de quatro atentados atingiu os sistemas de transporte público de Londres, matando ao menos 52 pessoas e deixando 700 feridos. Durante pronunciamento no Parlamento inglês, o primeiro-ministro Tony Blair afirmou que o ataque foi realizado por "terroristas islâmicos".
Rushdie também afirmou que a organização Al Qaeda --comandada por Osama bin Laden-- tem como único ponto de reivindicação o fato de "não gostar" do estilo de vida ocidental. "Eles só podem dizer sobre aquilo que eles são contra, e eles são contra nós", disse o escritor, para quem os terroristas islâmicos "só querem destruir nosso modo de vida".
| Jorge Araújo/Folha Imagem |
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| O escritor Salman Rushdie, durante sabatina na Folha |
Para Rushdie, a tensão política atual entre Oriente e Ocidente começou a se desenhar quando foi perseguido pela publicação de seu livro "Versos Satânicos". "As pessoas não queriam tirar conclusões gerais do que estava acontecendo no mundo partindo do que estava acontecendo ao meu livro", disse.
Seu livro fez com que o aiatolá Khomeini, do Irã, sentenciasse contra ele uma "fatwa" [sentença de morte], por considerar a obra um "insulto ao islã". A sentença foi suspensa só em 1998.
Rushdie está sendo sabatinado por Sérgio Dávila, repórter especial da Folha, Sérgio Malbergier, editor de Dinheiro, Alcino Leite Neto, editor de Domingo, e o sociólogo Emir Sader. Rushdie responde a perguntas feitas pelos entrevistadores e pela platéia.
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