29/07/2005
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09h05
do GUIA DA FOLHA
O fato de a Espanha ser um dos países mais avançados em direitos igualitários para homossexuais pode explicar a existência de uma produção como "Filhote", do diretor e co-roteirista Miguel Albaladejo. O filme, premiado como o melhor europeu no Festival de Montréal do ano passado, equilibra de forma natural a vida de um gay sexualmente ativo e a formação de um pequeno núcleo familiar.
O dentista Pedro (José Luis García Pérez), um hedonista, aceita cuidar por algumas semanas de seu sobrinho de 11 anos, Bernardo (David Castillo), enquanto sua irmã viaja à Índia com o namorado. O casal acaba preso e condenado por anos, e se inicia uma batalha pela custódia do garoto entre o tio e a avó materna, dona Teresa (Empar Ferrer), que não concorda com a possibilidade de seu neto ser educado por um homossexual. Albaladejo não disfarça os costumes dos gays, ao mesmo tempo em que defende com habilidade o direito à adoção.
Repercute ainda com maior empatia a ótima química entre Pérez e Castillo, necessária para dar credibilidade à obra; essa abre em registro fortemente cômico e, fiel à origem latina, intensifica suas possibilidades dramáticas na medida em que avança. É uma premissa de bonitos valores.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o diretor Miguel Albaladejo
Espanhol "Filhote" defende direito à adoção por gays
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CHRISTIAN PETERMANNdo GUIA DA FOLHA
O fato de a Espanha ser um dos países mais avançados em direitos igualitários para homossexuais pode explicar a existência de uma produção como "Filhote", do diretor e co-roteirista Miguel Albaladejo. O filme, premiado como o melhor europeu no Festival de Montréal do ano passado, equilibra de forma natural a vida de um gay sexualmente ativo e a formação de um pequeno núcleo familiar.
O dentista Pedro (José Luis García Pérez), um hedonista, aceita cuidar por algumas semanas de seu sobrinho de 11 anos, Bernardo (David Castillo), enquanto sua irmã viaja à Índia com o namorado. O casal acaba preso e condenado por anos, e se inicia uma batalha pela custódia do garoto entre o tio e a avó materna, dona Teresa (Empar Ferrer), que não concorda com a possibilidade de seu neto ser educado por um homossexual. Albaladejo não disfarça os costumes dos gays, ao mesmo tempo em que defende com habilidade o direito à adoção.
Repercute ainda com maior empatia a ótima química entre Pérez e Castillo, necessária para dar credibilidade à obra; essa abre em registro fortemente cômico e, fiel à origem latina, intensifica suas possibilidades dramáticas na medida em que avança. É uma premissa de bonitos valores.
Especial


