26/08/2005
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15h37
As filmagens de "O Código Da Vinci" já começaram. O silêncio dos produtores é absoluto, mas o filme já está na boca de todos graças à polêmica levantada pelo livro que o inspirou --dono da gigantesca soma de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo.
Trata-se de um dos maiores sucessos de vendas da literatura contemporânea e, sem dúvida, a maior adaptação literária para o cinema desde "Harry Potter". Mas, para muitos, a obra do romancista Dan Brown é uma blasfêmia, com uma trama de intriga que esconde as confirmações de que Jesus teve um filho com Maria Madalena.
"As pessoas sempre estão interessadas nas histórias de mistério, mas quando se trata de algo que tem tal influência em nossas vidas, como a Igreja Católica, transforma-se em algo sensacional", resumiu o ator Ian McKellen no começo da rodagem. O ator britânico foi um dos poucos que abriram a boca para defender uma produção protagonizada por Tom Hanks, dirigida por Ron Howard e tão esperada quanto crucificada.
Segundo confirmou o jornal "The New York Times", os estúdios Sony levantaram um muro de silêncio em torno do filme. "Proibiu-se o acesso a qualquer pessoa de fora das filmagens e os que estão ligados ao filme têm de assinar acordos de confidencialidade", afirma a publicação.
Trailer
Até Howard se recusou a falar sobre a produção quando apresentou à imprensa sua última estréia, "A Luta pela Esperança". Sua resposta preferida à curiosidade da imprensa internacional foi sempre: "Não penso em falar de 'O Código Da Vinci'".
No entanto, no começo das filmagens, o diretor deu novas pistas sobre o filme, que tem trailer em cinemas e na internet (www.sonypictures.com/movies/thedavincicode).
"Estamos utilizando o romance como a base de nosso filme. Será uma adaptação, mas não uma reinvenção", disse o diretor à imprensa.
As declarações do cardeal italiano Tarciso Bertone convocando um boicote do livro por blasfêmia se uniu no começo do mês à recusa da abadia anglicana de Westmister, em Londres, em servir de cenário para a produção.
Além disso, a chegada de Hanks às filmagens há uma semana, quando começaram na também catedral britânica de Lincoln, foi recebida com protestos liderados pela irmã Mary Michael, 61, contra o que considera ataques à Igreja Católica e ao Opus Dei. "Para qualquer fiel, isso é uma blasfêmia", disse a religiosa.
Trama
Aos olhos de Hollywood, mais do que uma blasfêmia, "O Código Da Vinci" é um negócio de grandes proporções, uma história que captou a atenção do produtor Brian Grazer como uma possível trama para a terceira temporada da popular série de ação "24 Horas". Isso foi antes de o romance de Brown estourar, mas o autor, ciente do que tinha nas mãos, negou-se a ceder os direitos para a TV.
A espera foi recompensada com um cheque de US$ 6 milhões dos estúdios Sony para ficar com os direitos que um filme que Grazer acabaria produzindo.
Ainda assim, trata-se de um negócio que precisa de devida proteção e, além da política de silêncio, os estúdios Sony contrataram a assessoria de especialistas em promoção cinematográfica em comunidades cristãs para ganhar o apoio desse poderoso grupo de pressão.
O resto não parece preocupar. Como disse Grazer no começo da produção, "O Código Da Vinci" nem precisaria da força de Hanks para garantir sucesso. "A essa altura, 'O Código Da Vinci' se vende sozinho", resumiu --sem querer ofender seu colega, duas vezes ganhador do Oscar.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineAs filmagens de "O Código Da Vinci" já começaram. O silêncio dos produtores é absoluto, mas o filme já está na boca de todos graças à polêmica levantada pelo livro que o inspirou --dono da gigantesca soma de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo.
Trata-se de um dos maiores sucessos de vendas da literatura contemporânea e, sem dúvida, a maior adaptação literária para o cinema desde "Harry Potter". Mas, para muitos, a obra do romancista Dan Brown é uma blasfêmia, com uma trama de intriga que esconde as confirmações de que Jesus teve um filho com Maria Madalena.
"As pessoas sempre estão interessadas nas histórias de mistério, mas quando se trata de algo que tem tal influência em nossas vidas, como a Igreja Católica, transforma-se em algo sensacional", resumiu o ator Ian McKellen no começo da rodagem. O ator britânico foi um dos poucos que abriram a boca para defender uma produção protagonizada por Tom Hanks, dirigida por Ron Howard e tão esperada quanto crucificada.
Segundo confirmou o jornal "The New York Times", os estúdios Sony levantaram um muro de silêncio em torno do filme. "Proibiu-se o acesso a qualquer pessoa de fora das filmagens e os que estão ligados ao filme têm de assinar acordos de confidencialidade", afirma a publicação.
Trailer
Até Howard se recusou a falar sobre a produção quando apresentou à imprensa sua última estréia, "A Luta pela Esperança". Sua resposta preferida à curiosidade da imprensa internacional foi sempre: "Não penso em falar de 'O Código Da Vinci'".
No entanto, no começo das filmagens, o diretor deu novas pistas sobre o filme, que tem trailer em cinemas e na internet (www.sonypictures.com/movies/thedavincicode).
"Estamos utilizando o romance como a base de nosso filme. Será uma adaptação, mas não uma reinvenção", disse o diretor à imprensa.
As declarações do cardeal italiano Tarciso Bertone convocando um boicote do livro por blasfêmia se uniu no começo do mês à recusa da abadia anglicana de Westmister, em Londres, em servir de cenário para a produção.
Além disso, a chegada de Hanks às filmagens há uma semana, quando começaram na também catedral britânica de Lincoln, foi recebida com protestos liderados pela irmã Mary Michael, 61, contra o que considera ataques à Igreja Católica e ao Opus Dei. "Para qualquer fiel, isso é uma blasfêmia", disse a religiosa.
Trama
Aos olhos de Hollywood, mais do que uma blasfêmia, "O Código Da Vinci" é um negócio de grandes proporções, uma história que captou a atenção do produtor Brian Grazer como uma possível trama para a terceira temporada da popular série de ação "24 Horas". Isso foi antes de o romance de Brown estourar, mas o autor, ciente do que tinha nas mãos, negou-se a ceder os direitos para a TV.
A espera foi recompensada com um cheque de US$ 6 milhões dos estúdios Sony para ficar com os direitos que um filme que Grazer acabaria produzindo.
Ainda assim, trata-se de um negócio que precisa de devida proteção e, além da política de silêncio, os estúdios Sony contrataram a assessoria de especialistas em promoção cinematográfica em comunidades cristãs para ganhar o apoio desse poderoso grupo de pressão.
O resto não parece preocupar. Como disse Grazer no começo da produção, "O Código Da Vinci" nem precisaria da força de Hanks para garantir sucesso. "A essa altura, 'O Código Da Vinci' se vende sozinho", resumiu --sem querer ofender seu colega, duas vezes ganhador do Oscar.
Com agências internacionais
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