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12/03/2009 - 08h53

Iron Maiden revira o baú para maior turnê no país

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MARCO AURÉLIO CANÔNICO
da Folha de S.Paulo

É cheia de superlativos a descrição que Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, faz do Brasil e de seus fãs brasileiros durante a conversa por telefone com a Folha, na qual fala sobre a volta da banda ao país.

Será a oitava vinda do Maiden --a última foi há um ano-- e a maior delas: seis shows em seis capitais, começando hoje, por Manaus.

03.mar.2009/Jeffrey Arguedas/Efe
Vocalista Bruce Dickinson e o guitarrista Janick Gers, da banda Iron Maiden, na Costa Rica
Vocalista Bruce Dickinson e o guitarrista Janick Gers, da banda Iron Maiden, na Costa Rica

"É muito excitante passar tanto tempo no Brasil, adoramos o país e os brasileiros", diz Dickinson.

Parece discurso de vendedor? Sem dúvida, mas a empolgação merece algum crédito, tendo em vista o histórico da banda por aqui --shows sempre enormes e sempre lotados, CD e DVD gravados ao vivo com a plateia brasileira.

A turnê com que a banda retorna, "Somewhere Back in Time", é particularmente empolgante para os fãs, porque seu repertório se baseia na fase clássica do Maiden, na década de 80, e seu cenário terá "o que ficou faltando da última vez: a múmia gigante no fundo do palco, o show pirotécnico completo", diz Dickinson.

Há deferências especiais, também. "O Brasil é um dos únicos lugares do mundo que vai ouvir alguns clássicos que não tocamos há anos e que, provavelmente, nunca mais tocaremos." E do que exatamente estamos falando, Bruce?

"Não posso te dizer, estragaria a surpresa. Mas posso dizer que são dos três primeiros álbuns do Iron Maiden."

Pré-estreia do filme

Outro sinal da consideração da banda pelo público local é a escolha do Rio para a pré-estreia mundial do documentário "Flight 666", no sábado, com a presença do grupo, da imprensa estrangeira e de alguns fãs.

"O filme é sobre a banda, nossos fãs e a turnê. Tem muito material sobre os shows brasileiros, grandes cenas de São Paulo e de Curitiba."

Arte/Folha online

Sobre a perspectiva de que o documentário vá parar nos sites de download rapidamente, Dickinson soa conformado.

"É o jeito do mundo moderno, é preciso viver com isso e aceitar. Pelo menos enquanto o filme estiver só nos cinemas não vai ser possível baixá-lo."

Não? E as cópias de "camcording", feitas por gente que entra com uma câmera de vídeo no cinema e grava a tela?

"Bom, se seus padrões são tão baixos que você aceita assistir a um filme com a péssima qualidade dessas gravações, então vá em frente, eu não ligo."

O download de músicas também não parece tirar o sono do cantor. A banda continua gravando --lança álbum com inéditas em 2010-, mas o que paga as contas são as apresentações.

"Sou um músico, faço música, toco para as pessoas, é assim que ganho dinheiro. E não dá para reproduzir pela internet a experiência de ir a um show ao vivo, a interação que acontece."

 

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