28/10/2005
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14h32
O cinema latino-americano reivindica seu direito de rodar qualquer tema e a não estar condenado a ser apenas uma voz de denúncia social, disseram os cineastas Felipe Cazals e Jorge de Bernardi, que participam da 20ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Trieste.
"A América Latina é vista na Europa como o continente que tem de fazer cinema engajado, um cinema de denúncia social, com problemas de natureza política", afirma Rodrigo Díaz, diretor do festival. "É uma aberração", comenta o diretor mexicano Cazals.
Cazals afirma que seu caso é um exemplo e que tudo começou na década de 1970, quando os cineastas começaram a fazer "um cinema de ficção que testemunhava uma realidade sob ponto de vista crítico". O público que ia ao cinema "reivindicava este gênero", e as grandes tradições do cinema como o melodrama e a comédia ficaram em segundo plano, diz.
Rodrigo Díaz exige o direito de "contar o cotidiano e contá-lo de mil formas", seja em um filme intimista, uma comédia ou um thriller.
No entanto, com a autoridade de ser diretor de Trieste, assistente do diretor do Festival de Veneza para a América Latina e um cinéfilo chileno estabelecido na Itália, Díaz afirma: "Um filme latino-americano sobre problemas sociais tem mais chances de ser selecionado para uma mostra na Europa que uma comédia. Parece que temos a função de fazer chorar pelas desgraças alheias", ressalta.
O festival incluiu, nas seções em competição, três comédias. Mas os outros dez filmes em disputa, assim como outras dezenas de documentários exibidos no festival, reafirmam a realidade do cinema latino-americano engajado.
Jorge de Bernardi tenta romper esse rótulo e dirigiu sua obra-prima "Negocios son negocios" ("Negócios são negócios") em tom de humor. Para ele, "a arte e o cinema têm a responsabilidade de dar um respiro, uma alegria, um riso" à vida.
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da Efe, em Trieste (Itália)O cinema latino-americano reivindica seu direito de rodar qualquer tema e a não estar condenado a ser apenas uma voz de denúncia social, disseram os cineastas Felipe Cazals e Jorge de Bernardi, que participam da 20ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Trieste.
"A América Latina é vista na Europa como o continente que tem de fazer cinema engajado, um cinema de denúncia social, com problemas de natureza política", afirma Rodrigo Díaz, diretor do festival. "É uma aberração", comenta o diretor mexicano Cazals.
Cazals afirma que seu caso é um exemplo e que tudo começou na década de 1970, quando os cineastas começaram a fazer "um cinema de ficção que testemunhava uma realidade sob ponto de vista crítico". O público que ia ao cinema "reivindicava este gênero", e as grandes tradições do cinema como o melodrama e a comédia ficaram em segundo plano, diz.
Rodrigo Díaz exige o direito de "contar o cotidiano e contá-lo de mil formas", seja em um filme intimista, uma comédia ou um thriller.
No entanto, com a autoridade de ser diretor de Trieste, assistente do diretor do Festival de Veneza para a América Latina e um cinéfilo chileno estabelecido na Itália, Díaz afirma: "Um filme latino-americano sobre problemas sociais tem mais chances de ser selecionado para uma mostra na Europa que uma comédia. Parece que temos a função de fazer chorar pelas desgraças alheias", ressalta.
O festival incluiu, nas seções em competição, três comédias. Mas os outros dez filmes em disputa, assim como outras dezenas de documentários exibidos no festival, reafirmam a realidade do cinema latino-americano engajado.
Jorge de Bernardi tenta romper esse rótulo e dirigiu sua obra-prima "Negocios son negocios" ("Negócios são negócios") em tom de humor. Para ele, "a arte e o cinema têm a responsabilidade de dar um respiro, uma alegria, um riso" à vida.
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