Ilustrada
08/04/2009 - 08h54

Família de SP tem trajetória permeada pelo Kiss

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RENAN RAMALHO
colaboração para a Folha Online

Entre as cerca de 30 mil pessoas que foram nesta terça-feira (7) ao show do Kiss em São Paulo, quatro curtiram o show de uma maneira especial. Para eles, o quarteto mascarado representa a história da própria família que formam, os Christovam, que a Folha Online acompanhou durante a apresentação.

Leia o relato da família sobre o show
Veja galeria de fotos do show

Arquivo pessoal
Ainda na faculdade, Ricardo Christovam Neto (à esq.) curte com o amigo Milton o som do Kiss
Ainda na faculdade, Ricardo Christovam Neto (à esq.) curte com o amigo Milton o som do Kiss

A paixão pelo Kiss começou tempos atrás, quando a banda dava seus primeiros passos. Em 1979, o dentista Ricardo Christovam Neto, 47, estava nos Estados Unidos para um intercâmbio. O que mais o empolgava, porém, eram os shows que no Brasil não tinha a oportunidade de ver.

Foi em Phoenix, no Arizona, que assistiu pela primeira vez a apresentação do Kiss, que já conhecia através de amigos quando morava em Cafelândia (SP). Na época, o hard rock era desconhecido no país, "só se ouvia samba e MPB", diz.

O então estudante Christovam Neto só não imaginava que a banda formada por Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss fazia no palco aquelas coisas estranhas que ouvia falar.

"Achava que aquelas fantasias eram apenas um desenho do disco. Quando fui ao show, vi que além das maquiagens, havia também explosão, fogos, sangue e todo aquele teatro", confessa. Na época, a bateria de Criss era montada em um canhão cenográfico e no palco, o baixo de Simmons já aterrorizava a plateia com "God of Thunder", conta.

Arquivo pessoal
Em casa, Luciana Christovam, em 1998, em meio à coleção de mais de 100 vinis de rock
Em casa, Luciana Christovam, em 1998, em meio à coleção de mais de 100 vinis de rock

De volta ao Brasil, Christovam Neto faria questão de espalhar a experiência para amigos, vizinhos e a namorada. "Fui obrigada a gostar do Kiss e deixar um pouco de lado o Queen", diz hoje a esposa Luciana Christovam, 42. Acabou gostando tanto que daria de presente a ele no dia dos namorados o disco "Creatures of The Night" (1982).

Em 1985, o casal ganha a primeira filha, Priscilla. Luciana conta que, ainda bebê, já ouvia o Kiss balançando a cabeça enquanto a mãe preparava o almoço. "Nasci com isso, se desvirtuasse, seria deserdada, e com razão", diz Priscilla, 23.

O filho mais novo, Ricardo Christovam, 18, não poderia desonrar a tradição. Puxando o paí, diz que, além do som pesado, o que atrai também é o espetáculo. "A música traz emoção e no palco, eles trazem alegria e um ritmo animado", diz, sobre os DVDs que assiste em casa.

Nesta terça, a família pôde finalmente assistir junta o show do Kiss e contaram a Folha Online como foi a experiência. Leia o relato da família sobre o show

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