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Ilustrada
18/11/2005 - 09h35

Dickens ganha versão pouco inspirada

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CHRISTIAN PETERMANN
do Guia da Folha

É fácil entender que o cineasta Roman Polanski tenha decidido realizar um filme com censura livre, que ele pudesse ver com seus filhos até o fim. E são compreensíveis os paralelos que o diretor encontrou entre sua infância de órfão de guerra e a do protagonista do clássico romance de Charles Dickens. Mesmo assim, a pergunta não quer calar: por que contar mais uma vez a história de "Oliver Twist"? Do cinema mudo à TV, há cerca de 20 versões dessa dramática saga.

De um lado, Polanski realizou um trabalho correto, mesmo que nunca brilhante. Mas, de outro, gastou inacreditáveis 50 milhões de euros para contar essa história de forma fiel e nada inovadora. O filme se faz ver porque a história tem força, o roteiro de Ronald Harwood ("O Pianista") delineia bem o tempo e os personagens, e o esforço de produção é visível. Mas isso não eleva o filme acima de sua irrelevância.

Com certeza, Ben Kingsley ("Casa de Areia e Névoa") está fascinante como o crápula Fagin, mas Barney Clark faz um Oliver Twist choroso e de fala titubeante, numa leitura banal do personagem. Imaginava-se outro tipo de filme para Polanski assistir com seus pequenos.

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