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23/04/2009 - 08h16

Ano francês no Brasil traz nomes famosos para atrair público

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FABIO CYPRIANO
da Folha de S.Paulo

Nas artes plásticas, Léger, Matisse e Rodin. Na moda, Yves Saint-Laurent. Na arquitetura, Le Corbusier. No teatro, Isabelle Huppert. Na dança, Juliette Binoche. Na fotografia, Henri Cartier-Bresson.

Todos esses nomes fazem parte da programação oficial do Ano da França no Brasil e suas participações ocorrem como âncoras seguras para atrair um grande público.

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Ao mesmo tempo, o programa da temporada francesa, composto por centenas de eventos em todo país, inclui também artistas pouco conhecidos por aqui, mas que já possuem grande inserção internacional. É o caso, por exemplo, das francesas Orlan e Sophie Calle, ambas vinculadas às artes plásticas.

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Quadro de Fernand Léger em exposição que na Pinacoteca do Estado, no centro de SP
Quadro de Fernand Léger em exposição que na Pinacoteca do Estado, no centro de SP

Orlan, 64, que já modificou seu corpo em várias cirurgias plásticas -atualmente ela parece ter dois chifres acima das sobrancelhas-, irá participar de mostra no MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo), em junho. Calle, 56, poderá ser vista com a instalação "Cuide de Você" ("Prenez Soin de Vous"), exibida no pavilhão da França, na Bienal de Veneza de 2007.

Programada para o Sesc Pompeia, em São Paulo, e o Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, a instalação é composta por dezenas de interpretações em vídeo de uma carta que a artista recebeu de um ex-namorado -justamente a que acabava com a relação.

A programação busca ressaltar a cultura francesa em suas várias facetas. No entanto, não deixa de ser curioso que uma das grandes mostras abertas nesta semana e inseridas na programação do ano da França perdeu seu vínculo com o país.

"Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer", com cerca de 290 imagens da coleção do casal que vive na Suíça, Michel e Michèle Auer, aberta ontem no Museu de Arte Moderna de São Paulo, foi incluída na programação pois o imenso acervo passaria a ser guardado em Montpellier, na França, num museu construído especialmente para esse fim.

Entretanto, em razão dos altos impostos, o casal decidiu não mais ceder a coleção ao país, numa situação semelhante à do colecionador francês François Pinaud, que transferiu parte de sua coleção para Veneza, na Itália.

arte Folha S.Paulo/arte Folha S.Paulo
 

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