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02/05/2009 - 23h59

Palco na praça da República vira Woodstock paulistano

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MARINA LANG
Colaboração para a Folha Online

Roqueiros de todas as gerações e estilos marcaram presença na praça da República durante a Virada Cultural que acontece na noite deste sábado (2) no centro de São Paulo.

Com clima tranquilo e sem nenhuma ocorrência grave, 4.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, estavam em frente ao palco instalado no meio da praça.

Veja a programação do evento
Interdição de ruas no centro complica trânsito
Temperatura pode chegar a 15ºC na madrugada

Nos arredores, jovens se instalavam sobre os gramados esperando o show da banda paulistana Joelho de Porco. Mas o público era de idades variadas.

Roqueiros por definição Jair Gonçalves Barbosa, 53, e sua mulher, Fátima Martins Barbosa, 47, aguardavam ansiosamente a entrada da banda.

"Não vejo eles desde a década de 70. É a primeira vez desde 1978", contou Jair, de jaqueta de couro preta, jeans e camiseta da banda Led Zeppelin. "Ele veio só por eles", contou a mulher.

"Sabe todas as letras das músicas". E quais são os hits? "Ah, tem vários, 'Boeing 723897', 'São Paulo by Day'..."

"Estou gostando porque [o evento] está legal, diversificado e organizado. E é cada um no seu quadrado, não tem bagunça nem briga. É uma sintonia de pessoas, sem nenhum incômodo", observa Fátima.

"Tá um clima Woodstock total", completou.

Do outro lado, embalados pelo vinho gelado Cantina do Vale (vendido a R$ 5 por ambulantes) estavam os amigos Annie Maringolo, 26, e Denis Martins, 33.

"Vamos até a hora que aguentarmos, mas a ideia é ficar até o final", disse Annie. A dupla veio de Americana (135 km de São Paulo) para o evento. "Está fantástico. [A Virada] deveria rolar mais de uma vez por ano", empolga-se Martins.

Punks

Quando a banda Joelho de Porco entrou no palco, houve comoção para os mais velhos, que entoavam as canções junto com a banda colados ao palco.

Vestidos com smokings puídos e rasgados, os tiozinhos punks levaram a praça da República ao delírio. "Vocês gostam de Mexicozinho", brinca o vocalista. E a galera do "Woodstock paulistano" vai à loucura.

Programação

Veja quais são as próximas atrações do palco da República:

0h10 - Camisa de Vênus
2h10 - Velhas Virgens
4h - Los Goiales All Stars
5h20 - MQN
6h50 - Matanza
8h30 - Vanguart
10h10 - Cpm 22
12h - Nação Zumbi
14h - Nasi
15h50 - Sitar Hendrix
17h20 - Ike Willis e a Central Scrutinizer Band

Comentários dos leitores
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
"Me senti em um filme futuristico, onde não existe Governo. Uma coisa bem underground."
A policia não se dividia no evento, andavam de 30 em 30.
Presenciei um arrastam ao lado da base da policia com as ambulâncias.
Um rapaz além de ser roubado, foi extremamente espancado, há 10 metros de inúmeros policiais.
Comuniquei a um policial, ele simplesmente disse não poder fazer nada, não socorreu o rapaz jogado no chão, que estava apenas de shorts após o roubo, e sequer cogitou a idéia de policiar a rua onde os assaltantes estavam agindo. Foi a cena mais covarde que já presenciei, e infelizmente o rapaz machucado ao chão estava sozinho, pois nem a policia se importou com o fato.
21 opiniões
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Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Virada Cutural, nunca mais!!! Sempre fui favorável a esse evento cultural, mas fui vítima de violência gratuita por um grupo de adolescentes que chutaram e bateram no banheiro químico que eu utilizava somente pelo prazer de se divertir com esse ato covarde. Ao sair do banheiro fui humilhado com todo tipo de piada, e não pude fazer nada, pois fiquei com receio de que estivessem armados e eu pudesse perder a vida ali mesmo. Não havia um policial no momento, inclusive fizeram até piada com isso. Só sei que me decepcionei muito, mão conseguiaa mais curtir a festa e fui tomado por um medo absurdo. Tentei ficar na parte eletrônica, mas o clima tava muito pesado e não conseguia relaxar. Infelizmente esse evento não conta mais com meu apoio. Acho que o Estado deve gastar todos os seus esforços em educar o povo antes de lhe oferecer cultura. Num país miserável como o nosso, não enxergo mais perspectiva de que haja uma mudança significativa na educação. Vou me recolher e adotar um pensamento reacionário, e dizer que se dane a cultura. 5 opiniões
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Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
AHAH ah tá, ele quer proibir SÓ o vinho (porque espirraram nele, claro)? Vodka, pinga e derivados, não, né? Enfim, tenho muito o que reclamar da virada cultural (gente bêbada, locassa, briga, baixaria, etc), mas reclamaria mais se não tivesse - e tenho certeza que é o que faria a maioria. Ainda há muito o que ajustar; do ano passado foi pior que desse ano, e a do ano que vem será melhor ainda. Apesar de eu adorar beber, sou a favor de proibirem a venda e consumo de bebida alcoólica na virada, já que tem gente que não sabe se portar. Evitei o show do Matanza, por exemplo, que gosto muito, porque sabia o tipo de pessoal que ia ficar por lá (dito e feito, pelo que me contaram depois). Aliás, a mídia é fogo: maquiaram a virada como se tudo tivesse sido lindo e maravilhoso! Que feio. Ah, defendo que a virada deva ser só no centro mesmo, porque já é difícil acompanhar vários shows que se queira ver quando são próximos, imagina um na USP leste a 00:00 e outro na Cidade Universitária as 2:00? Não tem cabimento, o pessoal ia gastar dinheiro e tempo demais pegando condução. E parabéns ao autor que escreveu esse texto com o título de notícia (sem muito a ser, levando-a mais pro lado irônico). sem opinião
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