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03/05/2009 - 02h25

"Virada é melhor que comício político", diz Wando

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MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

As sacadas dos apartamentos no Largo do Arouche se transformaram em camarotes VIPs durante o show do cantor Wando, cujas canções românticas embalaram o público no começo da madrugada deste domingo (3), na Virada Cultural.

Veja a programação do evento
Interdição de ruas no centro complica trânsito

Desenvolto, amável e sorridente, Wando cantou seus clássicos para uma plateia com presença maciça de jovens. Hinos oitentistas como "Fogo e Paixão" e "Moça" foram entoados em uníssono. "É pura poesia!", exclamou uma garota. "E muito sex appeal!", disse outra.

"Ele está meio roliço, mas sempre é o Wando", comentou a estilista Ieda Frasetto, 23. "Estou emocionada, é o primeiro show que vi, está muito divertido."

Já a professora universitária Beatriz Abramides, 59, rodopiava ao som de "Fogo e Paixão". "Sou fã de Wando. Ele continua firme, energético e alegre", afirmou ela, que tinha visto outros três shows da Virada.

Wando distribuiu rosas vermelhas para a plateia, jogou as pétalas de uma delas no público e se despediu.

Comício

Após o show, visivelmente feliz, Wando disse à reportagem da Folha Online que "a Virada vai virar moda, é melhor que comício político".

Sobre a popularidade entre os jovens, ele afirmou: "Dei muita sorte porque lidei com a época do rádio, então a garotada toda lembra de mim e canta todas as letras. Custa muito caro ser artista, leva muito tempo".

E algum recado especial para as mulheres, Wando? "Continuem assim, evoluindo. Já evoluíram bastante, e vão evoluir mais ainda. A Presidência da República vai ser comandada por uma mulher. Vocês vão tomar conta do mundo."

Veja as próximas atrações no Largo do Arouche

1h30 - Reginaldo Rossi
3h30 - Beto Barbosa
5h30 - Wanderley Andrade
7h30 - Bartô Galeno
9h30 - Jane e Herondy
11h30 - Silvio Brito
13h30 - Odair José
15h30 - Wanderley Cardoso

Comentários dos leitores
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
"Me senti em um filme futuristico, onde não existe Governo. Uma coisa bem underground."
A policia não se dividia no evento, andavam de 30 em 30.
Presenciei um arrastam ao lado da base da policia com as ambulâncias.
Um rapaz além de ser roubado, foi extremamente espancado, há 10 metros de inúmeros policiais.
Comuniquei a um policial, ele simplesmente disse não poder fazer nada, não socorreu o rapaz jogado no chão, que estava apenas de shorts após o roubo, e sequer cogitou a idéia de policiar a rua onde os assaltantes estavam agindo. Foi a cena mais covarde que já presenciei, e infelizmente o rapaz machucado ao chão estava sozinho, pois nem a policia se importou com o fato.
21 opiniões
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Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Virada Cutural, nunca mais!!! Sempre fui favorável a esse evento cultural, mas fui vítima de violência gratuita por um grupo de adolescentes que chutaram e bateram no banheiro químico que eu utilizava somente pelo prazer de se divertir com esse ato covarde. Ao sair do banheiro fui humilhado com todo tipo de piada, e não pude fazer nada, pois fiquei com receio de que estivessem armados e eu pudesse perder a vida ali mesmo. Não havia um policial no momento, inclusive fizeram até piada com isso. Só sei que me decepcionei muito, mão conseguiaa mais curtir a festa e fui tomado por um medo absurdo. Tentei ficar na parte eletrônica, mas o clima tava muito pesado e não conseguia relaxar. Infelizmente esse evento não conta mais com meu apoio. Acho que o Estado deve gastar todos os seus esforços em educar o povo antes de lhe oferecer cultura. Num país miserável como o nosso, não enxergo mais perspectiva de que haja uma mudança significativa na educação. Vou me recolher e adotar um pensamento reacionário, e dizer que se dane a cultura. 5 opiniões
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Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
AHAH ah tá, ele quer proibir SÓ o vinho (porque espirraram nele, claro)? Vodka, pinga e derivados, não, né? Enfim, tenho muito o que reclamar da virada cultural (gente bêbada, locassa, briga, baixaria, etc), mas reclamaria mais se não tivesse - e tenho certeza que é o que faria a maioria. Ainda há muito o que ajustar; do ano passado foi pior que desse ano, e a do ano que vem será melhor ainda. Apesar de eu adorar beber, sou a favor de proibirem a venda e consumo de bebida alcoólica na virada, já que tem gente que não sabe se portar. Evitei o show do Matanza, por exemplo, que gosto muito, porque sabia o tipo de pessoal que ia ficar por lá (dito e feito, pelo que me contaram depois). Aliás, a mídia é fogo: maquiaram a virada como se tudo tivesse sido lindo e maravilhoso! Que feio. Ah, defendo que a virada deva ser só no centro mesmo, porque já é difícil acompanhar vários shows que se queira ver quando são próximos, imagina um na USP leste a 00:00 e outro na Cidade Universitária as 2:00? Não tem cabimento, o pessoal ia gastar dinheiro e tempo demais pegando condução. E parabéns ao autor que escreveu esse texto com o título de notícia (sem muito a ser, levando-a mais pro lado irônico). sem opinião
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