Pátio do Colégio se transforma em pista de dança
da Folha Online
Berço da cidade de São Paulo, o Pátio do Colégio ganhou ares de balada rock durante a Virada Cultural. Nas pick-ups, DJs das principais casas noturnas paulistanas animaram o público que tomou conta da Rua Anchieta desde as primeiras horas do evento.
A publicitária Patrícia Souza, 24, aproveitou os primeiros raios de sol do domingo (3) ao som do DJ Fabrício Miranda, residente da Funhouse. "O clima é totalmente diferente, há muito mais interação entre as pessoas", disse Patrícia, que, entretanto, ressaltou a sujeira que se acumulava no local. "É muita imundice, não é possível dar um passo sem pisar no lixo", pontuou.
No início da manhã, parte do público descansava nas escadas da Secretaria de Justiça, enquanto outro grupo ocupava as dependências do monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, que teve algumas de suas grades de contenção derrubadas.
Lucro certo
O vendedor ambulante Francisco Crivaldo, 50, chegou ao Pátio do Colégio às 18h do sábado. "Estou vendendo muito bem, não posso perder essa oportunidade. O povo bebe demais", disse Crivaldo, que vende uma lata de cerveja a R$ 2,00 e uma garrafa plástica de vinho tinto a R$ 5,00. "Se aguentar, fico por aqui até o fim da Virada", entusiasmou-se.
Durante a começo da manhã, a reportagem acompanhou uma ação da Guarda Civil Metropolitana e de fiscais da prefeitura que apreendeu mercadorias vendidas por dois vendedores ambulantes nas proximidades da rua São João.
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A policia não se dividia no evento, andavam de 30 em 30.
Presenciei um arrastam ao lado da base da policia com as ambulâncias.
Um rapaz além de ser roubado, foi extremamente espancado, há 10 metros de inúmeros policiais.
Comuniquei a um policial, ele simplesmente disse não poder fazer nada, não socorreu o rapaz jogado no chão, que estava apenas de shorts após o roubo, e sequer cogitou a idéia de policiar a rua onde os assaltantes estavam agindo. Foi a cena mais covarde que já presenciei, e infelizmente o rapaz machucado ao chão estava sozinho, pois nem a policia se importou com o fato.
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