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Ilustrada
03/05/2009 - 12h39

Pátio do Colégio se transforma em pista de dança

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da Folha Online

Berço da cidade de São Paulo, o Pátio do Colégio ganhou ares de balada rock durante a Virada Cultural. Nas pick-ups, DJs das principais casas noturnas paulistanas animaram o público que tomou conta da Rua Anchieta desde as primeiras horas do evento.

A publicitária Patrícia Souza, 24, aproveitou os primeiros raios de sol do domingo (3) ao som do DJ Fabrício Miranda, residente da Funhouse. "O clima é totalmente diferente, há muito mais interação entre as pessoas", disse Patrícia, que, entretanto, ressaltou a sujeira que se acumulava no local. "É muita imundice, não é possível dar um passo sem pisar no lixo", pontuou.

No início da manhã, parte do público descansava nas escadas da Secretaria de Justiça, enquanto outro grupo ocupava as dependências do monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, que teve algumas de suas grades de contenção derrubadas.

Lucro certo

O vendedor ambulante Francisco Crivaldo, 50, chegou ao Pátio do Colégio às 18h do sábado. "Estou vendendo muito bem, não posso perder essa oportunidade. O povo bebe demais", disse Crivaldo, que vende uma lata de cerveja a R$ 2,00 e uma garrafa plástica de vinho tinto a R$ 5,00. "Se aguentar, fico por aqui até o fim da Virada", entusiasmou-se.

Durante a começo da manhã, a reportagem acompanhou uma ação da Guarda Civil Metropolitana e de fiscais da prefeitura que apreendeu mercadorias vendidas por dois vendedores ambulantes nas proximidades da rua São João.

Comentários dos leitores
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
"Me senti em um filme futuristico, onde não existe Governo. Uma coisa bem underground."
A policia não se dividia no evento, andavam de 30 em 30.
Presenciei um arrastam ao lado da base da policia com as ambulâncias.
Um rapaz além de ser roubado, foi extremamente espancado, há 10 metros de inúmeros policiais.
Comuniquei a um policial, ele simplesmente disse não poder fazer nada, não socorreu o rapaz jogado no chão, que estava apenas de shorts após o roubo, e sequer cogitou a idéia de policiar a rua onde os assaltantes estavam agindo. Foi a cena mais covarde que já presenciei, e infelizmente o rapaz machucado ao chão estava sozinho, pois nem a policia se importou com o fato.
21 opiniões
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Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Virada Cutural, nunca mais!!! Sempre fui favorável a esse evento cultural, mas fui vítima de violência gratuita por um grupo de adolescentes que chutaram e bateram no banheiro químico que eu utilizava somente pelo prazer de se divertir com esse ato covarde. Ao sair do banheiro fui humilhado com todo tipo de piada, e não pude fazer nada, pois fiquei com receio de que estivessem armados e eu pudesse perder a vida ali mesmo. Não havia um policial no momento, inclusive fizeram até piada com isso. Só sei que me decepcionei muito, mão conseguiaa mais curtir a festa e fui tomado por um medo absurdo. Tentei ficar na parte eletrônica, mas o clima tava muito pesado e não conseguia relaxar. Infelizmente esse evento não conta mais com meu apoio. Acho que o Estado deve gastar todos os seus esforços em educar o povo antes de lhe oferecer cultura. Num país miserável como o nosso, não enxergo mais perspectiva de que haja uma mudança significativa na educação. Vou me recolher e adotar um pensamento reacionário, e dizer que se dane a cultura. 5 opiniões
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Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
AHAH ah tá, ele quer proibir SÓ o vinho (porque espirraram nele, claro)? Vodka, pinga e derivados, não, né? Enfim, tenho muito o que reclamar da virada cultural (gente bêbada, locassa, briga, baixaria, etc), mas reclamaria mais se não tivesse - e tenho certeza que é o que faria a maioria. Ainda há muito o que ajustar; do ano passado foi pior que desse ano, e a do ano que vem será melhor ainda. Apesar de eu adorar beber, sou a favor de proibirem a venda e consumo de bebida alcoólica na virada, já que tem gente que não sabe se portar. Evitei o show do Matanza, por exemplo, que gosto muito, porque sabia o tipo de pessoal que ia ficar por lá (dito e feito, pelo que me contaram depois). Aliás, a mídia é fogo: maquiaram a virada como se tudo tivesse sido lindo e maravilhoso! Que feio. Ah, defendo que a virada deva ser só no centro mesmo, porque já é difícil acompanhar vários shows que se queira ver quando são próximos, imagina um na USP leste a 00:00 e outro na Cidade Universitária as 2:00? Não tem cabimento, o pessoal ia gastar dinheiro e tempo demais pegando condução. E parabéns ao autor que escreveu esse texto com o título de notícia (sem muito a ser, levando-a mais pro lado irônico). sem opinião
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