Ilustrada
03/05/2009 - 21h04

Veja os acertos e erros da Virada Cultural em São Paulo

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da Folha Online

A Virada Cultural, que apresentou 800 atrações culturais durante 24 horas ininterruptas, não teve nenhum registro de ocorrências médicas ou policiais graves. Entre os pontos negativos, a falta de limpeza urbana se destacou.

Veja a seguir os pontos positivos e negativos da organização do evento selecionados pela Folha Online.

Danilo Verpa/Folha Imagem
Maria Rita fechou a Virada Cultural com show na avenida São João na tarde deste domingo
Apresentação de Maria Rita fechou a Virada Cultural na avenida São João na tarde deste domingo; veja trecho

Pontos positivos

  • Sinalização

Era fácil encontrar o lugar de destino, pela grande quantidade de "mirantes", ou seja, postes que indicavam, de modo que o transeunte pudesse ver a partir de uma distância razoável, as direções dos principais pontos da Virada Cultural. Havia, também, mapas detalhados e guias impressos.

  • Policiamento

A segurança, reforçada por 2.500 policiais, não foi um problema para o evento. Nenhuma ocorrência grave foi registrada.

  • Cadeirantes

Em frente aos palcos, havia espaço para os cadeirantes. Pessoas com deficiência física puderam assistir aos shows sem problemas. No da cantora Maria Rita, por exemplo, havia dezenas de cadeirantes na primeira fileira.

Pontos negativos

  • Lixo nas ruas

O excesso de lixo transformou as ruas onde a Virada Cultural aconteceu em um cenário de caos. A Folha Online constatou que havia poucos cestos --eram três por quarteirão, um número irrelevante para as milhares de pessoas que estiveram pelo centro de São Paulo entre ontem e hoje.

Folha Online
Poças de urina se acumulavam em frente aos banheiros químicos
Poças de urina se acumulavam em frente aos banheiros químicos

Alguns garis pareciam perdidos em meio à enorme quantidade de sujeira em praticamente todas as ruas do centro.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Virada Cultural disse que há, também, "a questão da educação das pessoas para que joguem os lixos nos cestos".

  • Banheiros químicos

As cabines tiveram número insuficiente. Na manhã deste domingo, o público teve que enfrentar banheiros imundos e as ruas tomadas por um forte cheiro de urina.

Comerciantes aproveitaram para "alugar" os seus banheiros e cobravam de R$ 1 a R$ 2.

  • Transporte público

Houve reclamações de usuários quanto à falta de linhas de ônibus disponíveis no transporte público. O metrô da praça da República, interditado devido às obras da linha amarela, também foi motivo de dor de cabeça aos usuários.

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Comentários dos leitores
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
Paulo ShueguerHeguedusch (1) 05/05/2009 02h39
"Me senti em um filme futuristico, onde não existe Governo. Uma coisa bem underground."
A policia não se dividia no evento, andavam de 30 em 30.
Presenciei um arrastam ao lado da base da policia com as ambulâncias.
Um rapaz além de ser roubado, foi extremamente espancado, há 10 metros de inúmeros policiais.
Comuniquei a um policial, ele simplesmente disse não poder fazer nada, não socorreu o rapaz jogado no chão, que estava apenas de shorts após o roubo, e sequer cogitou a idéia de policiar a rua onde os assaltantes estavam agindo. Foi a cena mais covarde que já presenciei, e infelizmente o rapaz machucado ao chão estava sozinho, pois nem a policia se importou com o fato.
21 opiniões
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Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Fabio Anderson (1) 04/05/2009 23h22
Virada Cutural, nunca mais!!! Sempre fui favorável a esse evento cultural, mas fui vítima de violência gratuita por um grupo de adolescentes que chutaram e bateram no banheiro químico que eu utilizava somente pelo prazer de se divertir com esse ato covarde. Ao sair do banheiro fui humilhado com todo tipo de piada, e não pude fazer nada, pois fiquei com receio de que estivessem armados e eu pudesse perder a vida ali mesmo. Não havia um policial no momento, inclusive fizeram até piada com isso. Só sei que me decepcionei muito, mão conseguiaa mais curtir a festa e fui tomado por um medo absurdo. Tentei ficar na parte eletrônica, mas o clima tava muito pesado e não conseguia relaxar. Infelizmente esse evento não conta mais com meu apoio. Acho que o Estado deve gastar todos os seus esforços em educar o povo antes de lhe oferecer cultura. Num país miserável como o nosso, não enxergo mais perspectiva de que haja uma mudança significativa na educação. Vou me recolher e adotar um pensamento reacionário, e dizer que se dane a cultura. 5 opiniões
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Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
Jacqueline Viegas Estevam (1) 04/05/2009 18h12
AHAH ah tá, ele quer proibir SÓ o vinho (porque espirraram nele, claro)? Vodka, pinga e derivados, não, né? Enfim, tenho muito o que reclamar da virada cultural (gente bêbada, locassa, briga, baixaria, etc), mas reclamaria mais se não tivesse - e tenho certeza que é o que faria a maioria. Ainda há muito o que ajustar; do ano passado foi pior que desse ano, e a do ano que vem será melhor ainda. Apesar de eu adorar beber, sou a favor de proibirem a venda e consumo de bebida alcoólica na virada, já que tem gente que não sabe se portar. Evitei o show do Matanza, por exemplo, que gosto muito, porque sabia o tipo de pessoal que ia ficar por lá (dito e feito, pelo que me contaram depois). Aliás, a mídia é fogo: maquiaram a virada como se tudo tivesse sido lindo e maravilhoso! Que feio. Ah, defendo que a virada deva ser só no centro mesmo, porque já é difícil acompanhar vários shows que se queira ver quando são próximos, imagina um na USP leste a 00:00 e outro na Cidade Universitária as 2:00? Não tem cabimento, o pessoal ia gastar dinheiro e tempo demais pegando condução. E parabéns ao autor que escreveu esse texto com o título de notícia (sem muito a ser, levando-a mais pro lado irônico). sem opinião
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