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Ilustrada
11/05/2009 - 17h53

Para atriz húngara, clichês geraram críticas de "Budapeste" na Hungria

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

A atriz Gabriella Hámori, 30, afirmou que "clichês" no livro "Budapeste", de Chico Buarque, geraram críticas à obra na Hungria. Hámori interpreta a personagem Kriska no filme homônimo, dirigido por Walter Carvalho, que estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 22.

"Clichês no livro sobre a Hungria foram o motivo de húngaros que leram o livro não terem gostado muito", afirmou a atriz, por meio de uma intérprete. Após a entrevista coletiva, Hámori explicou, em inglês, um pouco melhor o que quis dizer e foi evasiva sobre quais seriam tais clichês. Veja trailer do filme:

Com Giovanna Antonelli, "Budapeste" estreia no dia 22

Algo diferente do filme, que ela citou, foi a atitude dos húngaros. "As pessoas, na verdade, são mais desconfiadas", afirmou a atriz.

"Acho que é normal que tenham clichês, é por causa da distância. É muito longe. É algo que você não vai entender, mas que algumas pessoas de lá dizem que não é assim e não tem que ser, porque é ficção. Nossa arte ficou muito próxima da política", disse Hámori, que integra a companhia de teatro Örkény em Budapeste.

Kriska é o envolvimento amoroso do personagem José Costa (Leonardo Medeiros) na Hungria. Ela se torna professora de húngaro do ghost writer e ambos desenvolvem uma relação permeada por palavras e literatura.

Hámori disse que o cinema brasileiro tem ganhado espaço em seu país e citou um festival que levou filmes à Budapeste no último ano, citando, inclusive, "Cidade de Deus" (2002), de Fernando Meirelles.

No Brasil, ela disse ter notado como principais diferenças a arquitetura e as pessoas. "Eu vejo as pessoas e gosto, eu confio nelas", afirmou a atriz.

Divulgação
Gabriella Hámori e Leonardo Medeiros em "Budapeste"; veja galeria de imagens do filme
Gabriella Hámori e Leonardo Medeiros em "Budapeste"; veja galeria de imagens do filme
 

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