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23/05/2009 - 14h08

Filme do austríaco Haneke leva prêmio da crítica em Cannes

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da Efe, em Cannes

O austríaco Michael Haneke, consagrado com "A Professora de Piano", recebeu neste sábado o prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci, em francês) de melhor filme da mostra oficial do Festival de Cannes por "Das Weisse Band".

"Das Weisse Band" surpreende e ganha favoritismo em Cannes

"Não é o primeiro prêmio Fipresci que recebo, mas este foi o primeiro que ganhei quando tinha apenas 20 anos, com meu filme 'Benny's Video' (1992)", contou Haneke ao receber a premiação.

"Das Weisse Band", que mistura sociologia e sobriedade apavorante, acabou ofuscando o também ótimo "À l'origine", de Xavier Giannoli, e é um dos filmes favoritos a conquistar a Palma de Ouro. Com precisão cirúrgica e amargura poética, "Das Weisse Band" faz o retrato em preto-e-branco de uma comunidade alemã nos prefácios da Primeira Guerra Mundial.

Com o americano Mike Goodridge como presidente do júri, a Fipresci agraciou, dentro da mostra "Un Certain Regard", o filme romeno "Politist, Adjectiv", de Corneliu Porumboiu.

Divulgação
Imagem do filme de Haneke, "Das Weisse Band", premiado no Festival de Cannes
Imagem do filme de Haneke, "Das Weisse Band", premiado no Festival de Cannes

Além disso, a associação selecionou "Amreeka", uma co-produção entre Estados Unidos, Canadá e Kuwait dirigida por Cherien Dabis, como melhor filme entre as mostras paralelas "A Semana da Crítica" e "Quinzena de Realizadores".

Também foram entregues na mesma cerimônia os prêmios do Júri Ecumênico, que privilegia os filmes com conteúdo voltado para os valores humanos e solidários.

"Looking for Eric", de Ken Loach, foi o vencedor, por "sua aproximação humorística, otimista e humanista da sociedade contemporânea em plena crise", segundo o júri presidido pelo romeno radicado na França Radu Mihaileanu.

"Das Weisse Band" também ganhou uma menção especial por "incitar a uma maior vigilância diante dos sintomas de nossa violência pessoal, que cria também a base da violência social e política", segundo o júri.

Por fim, o Júri Ecumênico resolveu criar um "antiprêmio", que foi destinado a "Anticristo", do dinamarquês Lars Von Trier, por ser o filme "mais misógino" dentre os exibidos em Cannes.

 

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