Filme do austríaco Haneke leva prêmio da crítica em Cannes
da Efe, em Cannes
O austríaco Michael Haneke, consagrado com "A Professora de Piano", recebeu neste sábado o prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci, em francês) de melhor filme da mostra oficial do Festival de Cannes por "Das Weisse Band".
"Das Weisse Band" surpreende e ganha favoritismo em Cannes
"Não é o primeiro prêmio Fipresci que recebo, mas este foi o primeiro que ganhei quando tinha apenas 20 anos, com meu filme 'Benny's Video' (1992)", contou Haneke ao receber a premiação.
"Das Weisse Band", que mistura sociologia e sobriedade apavorante, acabou ofuscando o também ótimo "À l'origine", de Xavier Giannoli, e é um dos filmes favoritos a conquistar a Palma de Ouro. Com precisão cirúrgica e amargura poética, "Das Weisse Band" faz o retrato em preto-e-branco de uma comunidade alemã nos prefácios da Primeira Guerra Mundial.
Com o americano Mike Goodridge como presidente do júri, a Fipresci agraciou, dentro da mostra "Un Certain Regard", o filme romeno "Politist, Adjectiv", de Corneliu Porumboiu.
| Divulgação |
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| Imagem do filme de Haneke, "Das Weisse Band", premiado no Festival de Cannes |
Além disso, a associação selecionou "Amreeka", uma co-produção entre Estados Unidos, Canadá e Kuwait dirigida por Cherien Dabis, como melhor filme entre as mostras paralelas "A Semana da Crítica" e "Quinzena de Realizadores".
Também foram entregues na mesma cerimônia os prêmios do Júri Ecumênico, que privilegia os filmes com conteúdo voltado para os valores humanos e solidários.
"Looking for Eric", de Ken Loach, foi o vencedor, por "sua aproximação humorística, otimista e humanista da sociedade contemporânea em plena crise", segundo o júri presidido pelo romeno radicado na França Radu Mihaileanu.
"Das Weisse Band" também ganhou uma menção especial por "incitar a uma maior vigilância diante dos sintomas de nossa violência pessoal, que cria também a base da violência social e política", segundo o júri.
Por fim, o Júri Ecumênico resolveu criar um "antiprêmio", que foi destinado a "Anticristo", do dinamarquês Lars Von Trier, por ser o filme "mais misógino" dentre os exibidos em Cannes.
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