01/02/2006
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10h02
da Folha de S.Paulo
Ainda que faltem nomes de peso na lista de convidados estrangeiros --especulou-se (sem confirmação) a vinda do escritor colombiano e Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez--, a Bienal do Livro de São Paulo chega à 19ª edição, entre os dias 9 e 19 de março, querendo comemorar: agora parte do calendário oficial da cidade, a megafeira está de casa nova e passa a acontecer no Pavilhão de Exposições do Anhembi, com quem tem um contrato renovável até 2010.
A mudança de endereço é acompanhada de uma palavra de ordem: o conforto para o público. A expectativa da Câmara Brasileira do Livro, que promove o evento, é de que mais de 800 mil pessoas compareçam à Bienal, contra cerca de 600 mil da última edição, em 2004. Haverá 13 mil vagas de estacionamento (há dois anos eram 6.000) e a via principal terá dez metros de largura. E mais: neste ano, os ingressos valerão descontos em livros em boa parte dos 320 estandes.
"Do ponto de vista da exposição da produção livreira brasileira, a Bienal é sempre um sucesso garantido. Desde a última edição, o nosso interesse é fortalecê-la como evento cultural e garantir um maior acesso e conforto ao público. No Anhembi, vai acabar aquela muvuca da Bienal", promete Marino Lobello, porta-voz da Câmara Brasileira do Livro.
Convidados
A lista de autores convidados para a Bienal já tem 80 nomes. Para o Salão de Idéias, uma das principais atrações para o público e que neste ano passa a ter quatro sessões diárias, já estão confirmados, entre os estrangeiros, os escritores Gary Shteyngart, imigrante russo radicado nos EUA e que lança no país seu primeiro romance, "O Pícaro Russo", pela Geração Editorial; o americano Sidney Pike, autor de "Nós Mudamos o Mundo" (editora Manole), sobre os bastidores da rede de televisão CNN, e a espanhola Rosa Montero, colunista do jornal "El País", que lança "História do Rei Transparente (Ediouro).
Entre os autores nacionais, confirmaram a presença no Salão de Idéias Leonardo Boff, Pasquale Cipro Neto, Vicente Adorno, Içami Tiba e Augusto Cury, escritor de auto-ajuda, o brasileiro que mais vendeu em 2005.
Cinema e futebol
O Café Paulicéia passará a ter duas sessões por dia: na primeira, personalidades da vida cultural da cidade conversarão com o público sobre cinema, artes plásticas, futebol e música; na segunda, estudiosos falarão sobre obras clássicas da literatura. Os encontros serão mediados pelo jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto, colunista da Folha, e pelo jornalista Alexandre Agabiti Fernandez. A lista de convidados inclui a cineasta Laís Bodansky, o escritor e diretor José Roberto Torero, o roteirista Marçal Aquino e o escritor Ignácio de Loyola Brandão.
A lista de lançamentos é extensa: a Objetiva inicia a coleção Devorando Shakespeare com o primeiro romance do cineasta gaúcho Jorge Furtado, "Trabalhos de Amor Perdidos", uma releitura "urbana" da peça homônima do escritor e dramaturgo inglês. A editora também aposta na Bienal para colocar no mercado o primeiro romance do escritor português António Lobo Antunes, "Memória de Elefante".
Além dos mais de 20 novos títulos da coleção que marca seus 40 anos, a Nova Fronteira lança uma edição comemorativa de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, publicado originalmente há 50 anos. Outro título reeditado é "Um Brasileiro em Berlim", de João Ubaldo Ribeiro, que chega à Bienal acrescido de um apêndice. A Companhia das Letras aposta, entre outros, no mais recente romance da veterana escritora britânica P. D. James, "O Farol". Já a lista de lançamentos da Record destaca o infantil "Quando Eu Era Pequena", de Adélia Prado, e o romance "Heróis Comuns", de Scott Turow.
Especial
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Sem estrelas, Bienal do Livro investe em conforto
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EDUARDO SIMÕESda Folha de S.Paulo
Ainda que faltem nomes de peso na lista de convidados estrangeiros --especulou-se (sem confirmação) a vinda do escritor colombiano e Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez--, a Bienal do Livro de São Paulo chega à 19ª edição, entre os dias 9 e 19 de março, querendo comemorar: agora parte do calendário oficial da cidade, a megafeira está de casa nova e passa a acontecer no Pavilhão de Exposições do Anhembi, com quem tem um contrato renovável até 2010.
A mudança de endereço é acompanhada de uma palavra de ordem: o conforto para o público. A expectativa da Câmara Brasileira do Livro, que promove o evento, é de que mais de 800 mil pessoas compareçam à Bienal, contra cerca de 600 mil da última edição, em 2004. Haverá 13 mil vagas de estacionamento (há dois anos eram 6.000) e a via principal terá dez metros de largura. E mais: neste ano, os ingressos valerão descontos em livros em boa parte dos 320 estandes.
"Do ponto de vista da exposição da produção livreira brasileira, a Bienal é sempre um sucesso garantido. Desde a última edição, o nosso interesse é fortalecê-la como evento cultural e garantir um maior acesso e conforto ao público. No Anhembi, vai acabar aquela muvuca da Bienal", promete Marino Lobello, porta-voz da Câmara Brasileira do Livro.
Convidados
A lista de autores convidados para a Bienal já tem 80 nomes. Para o Salão de Idéias, uma das principais atrações para o público e que neste ano passa a ter quatro sessões diárias, já estão confirmados, entre os estrangeiros, os escritores Gary Shteyngart, imigrante russo radicado nos EUA e que lança no país seu primeiro romance, "O Pícaro Russo", pela Geração Editorial; o americano Sidney Pike, autor de "Nós Mudamos o Mundo" (editora Manole), sobre os bastidores da rede de televisão CNN, e a espanhola Rosa Montero, colunista do jornal "El País", que lança "História do Rei Transparente (Ediouro).
Entre os autores nacionais, confirmaram a presença no Salão de Idéias Leonardo Boff, Pasquale Cipro Neto, Vicente Adorno, Içami Tiba e Augusto Cury, escritor de auto-ajuda, o brasileiro que mais vendeu em 2005.
Cinema e futebol
O Café Paulicéia passará a ter duas sessões por dia: na primeira, personalidades da vida cultural da cidade conversarão com o público sobre cinema, artes plásticas, futebol e música; na segunda, estudiosos falarão sobre obras clássicas da literatura. Os encontros serão mediados pelo jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto, colunista da Folha, e pelo jornalista Alexandre Agabiti Fernandez. A lista de convidados inclui a cineasta Laís Bodansky, o escritor e diretor José Roberto Torero, o roteirista Marçal Aquino e o escritor Ignácio de Loyola Brandão.
A lista de lançamentos é extensa: a Objetiva inicia a coleção Devorando Shakespeare com o primeiro romance do cineasta gaúcho Jorge Furtado, "Trabalhos de Amor Perdidos", uma releitura "urbana" da peça homônima do escritor e dramaturgo inglês. A editora também aposta na Bienal para colocar no mercado o primeiro romance do escritor português António Lobo Antunes, "Memória de Elefante".
Além dos mais de 20 novos títulos da coleção que marca seus 40 anos, a Nova Fronteira lança uma edição comemorativa de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, publicado originalmente há 50 anos. Outro título reeditado é "Um Brasileiro em Berlim", de João Ubaldo Ribeiro, que chega à Bienal acrescido de um apêndice. A Companhia das Letras aposta, entre outros, no mais recente romance da veterana escritora britânica P. D. James, "O Farol". Já a lista de lançamentos da Record destaca o infantil "Quando Eu Era Pequena", de Adélia Prado, e o romance "Heróis Comuns", de Scott Turow.
Especial


