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21/06/2009 - 18h11

Líder em indicações, a atriz Meryl Streep completa 60 anos

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da Efe, em Los Angeles

Com mais indicações que ninguém a um Oscar e a um Globo de Ouro, Meryl Streep completa 60 anos nesta segunda-feira (22), se tornando uma lenda viva do cinema, somente comparada com divas de Hollywood como Katharine Hepburn, Bette Davis e Ingrid Bergman.

Streep, a primogênita de três irmãos de uma família de origem judaica, nasceu em Summit, Nova Jersey, em 1949, mas cresceu próximo a localidade de Bernardsville em um ambiente alheio ao mundo artístico.

Desde a sua infância cultivou uma forte personalidade, mas sua carisma foi mais evidente fora das aulas que com os estudos, onde ia mal nas disciplinas de ciências. Rainha do baile de graduação e líder de torcida da equipe de futebol americano do colégio, teve uma adolescência que pareceu cumprir com o estereótipo das festas de debutantes dos filmes de Hollywood, loira e bonita, papel que nunca representaria na grande tela.

Umas aulas de canto foram a sua primeira aproximação com a atuação, empenho com que seguiu no grupo teatral de seu colégio e que a levaria alguns anos mais tarde a cursar interpretação na Universidade Yale, onde viria a se formar em 1975.

Esta escola seria a sua ponte para Broadway e em 1976 estrearia com êxito "Enrique 6º" no Festival Shakespeare de Nova York. A partir de então se abriram as portas para o cinema onde estreou em 1977 com "Júlia", obra do diretor Fred Zinnemann com Jane Fonda e Vanessa Redgrave nos papéis principais.

Cinco anos depois de sua estreia nos cinemas, Meryl Streep havia deixado de ser uma desconhecida para ganhar dois Oscars em quatro indicações, seus únicos até o momento.

A atriz se tornou um novo fenômeno de Hollywood graças a sua personagem secundária em "Kramer vs. Kramer" (1979) e de protagonista de "A Escolha de Sofia" (1982), papéis pelos quais ganhou as estatuetas. Seu nome passou então a ser uma aposta segura para as indicações ao Oscar, uma condição que soube manter até agora graças a uma regularidade interpretativa assombrosa que supostamente a fez ser candidata ao prêmio máximo do cinema em 15 ocasiões, a última este ano ao interpretar uma monja em "Dúvida" (2008)

O recorde de Streep a fez ficar no nível de figuras como Katharine Hepburn, Bette Davis e Ingrid Bergman, que foram candidatas ao Oscar em 12, 11 e 7 ocasiões. O reconhecimento ao trabalho de Streep foi ainda maior no Globo de Ouro, concedido anualmente pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, e que a atriz recebeu seis prêmios e 23 indicações.

As esmagadoras estatísticas se escondem atrás de suas atuações em obras clássicas como "Manhattan" (1979) de Woody Allen, "Entre Dois Amores" (1985) onde fez par com Robert Redford, "'As Pontes de Madison" (1995) com Clint Eastwood, e papéis mais modernos como "Adaptação" (2002) e "O Diabo Veste Prada" (2006).

Em 2008, Streep mostrou em "Mamma Mia!" seus dotes para a dança e canto combinados com a comédia, um gênero que mostrou em vária ocasiões ("A Difícil Arte de Amar", 1986, o "A Morte lhe Cai Bem", 1992) ainda que tenha atuado mais frequentemente na área dramática.

Neste verão, Streep vai estrear "Julie & Julia", um trabalho que pode fazê-la ganhar o Oscar, o que não faz em quase 20 anos, e ultrapassar assim os reconhecimentos honoríficos por sua contribuição a sétima arte.

Casada com o escultor Donald Gummer desde 1978, é mãe de quatro filhos e vive em uma granja em Connecticut. Streep alterna sua carreira profissional com a promoção de atividades com fins humanitários e de preservação da natureza.

 

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