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25/06/2009 - 15h14

Farrah Fawcett marcou a década de 70 como símbolo sexual

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da France Presse, em Los Angeles

A atriz americana Farrah Fawcett, que morreu nesta quinta-feira aos 62 anos depois de uma longa batalha contra o câncer, ganhou fama na década de 1970 graças à série de televisão "As Panteras".

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No entanto, foi sua aparição num pôster que a transformou num ícone logo elevado ao status de símbolo sexual e fenômeno da cultura pop.

Fawcett era uma atriz e modelo pouco conhecida quando foi chamada pela Arts Inc. em 1976 para participar de uma sessão de fotografias.

Divulgação
Foto que mostrava Farrah Fawcett de maiô transformou a atriz em símbolo sexual na década de 1970
Foto que mostrava Farrah Fawcett de maiô transformou a atriz em símbolo sexual

A foto de Fawcett num maiô vermelho, com um amplo sorriso radiante e uma cabeleira abundante caindo sobre seus ombros, em um corte escalonado, definiu a imagem da atriz para sempre.

A foto atingiu a assombrosa soma de 12 milhões de cópias vendidas e desencadeou um estilo de corte de cabelo que foi imitado por milhares de mulheres ao redor do mundo, conhecido em inglês como "Farrah Hair".

Em 2007 a revista GQ considerou este pôster como "a peça de arte masculina mais influente dos últimos 50 anos" e o site oficial da atriz afirma que chegou a ser baixado mais de um bilhão de vezes.

A divulgação desse pôster aconteceu justamente quando estava para ser lançado o seriado "As Panteras", criado pelo lendário Aaron Spelling, que, como várias de suas séries, se transformou num grande sucesso da década.

Fawcett entrou para o elenco para viver a detetive sexy Jill Monroe, mas deixou a série depois de gravar 29 episódios e, após isso, nunca mais conseguiu um papel de grande sucesso ou foi promovida a estrela dos filmes de Hollywood.

No entanto, seu papel como uma mulher maltratada no filme de televisão "A Cama Ardente" lhe valeu em 1985 uma das seis indicações ao prêmio Globo de Ouro que acumulou em sua carreira, além de três indicações ao Oscar da televisão americano, o Emmy. Sua última indicação foi justamente ao Emmy de melhor atriz convidada na série "The Guardian".

Nos anos 70, Fawcett se casou com um dos astros do momento do espetáculo americano, o protagonista de "O Homem de Seis Milhões de Dólares", Lee Majors, de quem veio se divorciar em 1979.

Em 1982 começou sua longa história de amor com o ator Ryan O'Neal, com quem teve seu único filho, Redmond, em 1985.

Em meados dos anos 90, Fawcett e O'Neal deram por terminada sua relação repleta de idas e vindas, e a loira se envolveu com o cineasta James Orr.

Anos depois, Orr foi sentenciado a três anos de liberdade condicional por agredir a atriz em sua mansão de Bel Air, em 1997.

Nesse mesmo ano, a vida da atriz virou alvo de uma série de especulações na mídia, quando apareceu no talk show de David Letterman dando declarações completamente incoerentes que até os dias de hoje são recordadas como um dos momentos mais constrangedores da TV americana.

Em 2000 a atriz apareceu na comédia de Robert Altman, "Dr. T e as Mulheres", ao lado de Richard Gere, Helen Hunt, Laura Dern e Kate Hudson.

Nos últimos anos, ela passou a ser alvo da imprensa interessada em registrar a atriz com sua aparência transformada pela quimioterapia.

A notícia de sua luta contra o câncer foi publicada em outubro de 2006, desencadeando uma série de declarações de apoio de seus fãs.

Em 2007 ela chegou a declarar em um comunicado que havia vencido a doença, mas, dois meses depois, o câncer reapareceu e a atriz buscou tratamentos alternativos na Alemanha, enquanto seu filho, Redmond, atravessava dramáticos episódios de envolvimento com as drogas junto ao pai, Ryan O'Neil.

Em uma entrevista ao jornal "Los Angeles Times" publicada em maio passado, Fawcett criticou a imprensa que investiu pesado sobre sua saúde.

"É muito mais fácil lidar com isso sem estar debaixo de um microscópio", censurou a atriz, admitindo que esse fato a estressou muito.

Nos últimos dias de sua vida, seu eterno companheiro, Ryan O'Neal, declarou que gostaria de se casar com Farrah, a quem chamava de grande amor de sua vida.

"Pedi que se casasse comigo, outra vez, e ela aceitou", disse um emocionado O'Neal numa entrevista à ABC News.

"É uma história de amor. Mas não sei como atuar nesta. Não posso entender o mundo sem ela", disse O'Neal, que não teve tempo de realizar seu sonho.

Comentários dos leitores
jose divino da silva (1) 28/06/2009 22h24
jose divino da silva (1) 28/06/2009 22h24
bom, Farrah Fawcet pra mim foi uma deusa da beleza, transcendia suavidade, pureza, bondade, fui seu fã nº 1, desde criança amava as panteras devido sua participação, infelizmente as pessoas belas e unicas, além de boas vão embora pra outro mundo, e o pior com um sofrimento horrivel como foi o dela pela luta contra o cancer...mas deixou exemplos de como passar por tudo! sem opinião
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EDEN RASUK (1) 25/06/2009 18h08
EDEN RASUK (1) 25/06/2009 18h08
A LUTA E A HISTÓRIA DESTA ARTISTA CONTRA O
CANCER É UMA LIÇÃO DE VIDA.LINDA, SOB TODOS TÍTULOS,LINDA,QUE A TERRA LHE SEJA LEVE.
JOVEM, EU LHE AMAVA NAS TELAS.
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