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29/06/2009 - 19h59

Conheça a Flip - Casa de Cultura e os destaques da sua programação

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da Folha Online

Neste ano a antiga Flip Etc. ganha novo nome e se torna a Flip - Casa de Cultura. Com programação definida pela curadoria da Flip, é uma extensão da programação oficial do evento principal que traz debates com escritores, cineastas e roteiristas, filmes, shows e pré-estreias, além de seu maior destaque, a oficina literária. Diversos eventos da Flip - Casa de Cultura abordarão também o homenageado da Flip, Manuel Bandeira, e o Ano da França no Brasil.

A Oficina Literária deste ano será ministrada pelo poeta Carlito Azevedo, autor de "Collapsus Linguae" (Lynx, 1991), que ganhou o Prêmio Jabuti. Desde 1997 ele é editor da revista "Inimigo Rumor", e é responsável pela direção da coleção de poesia "Às de Colete", publicada pelas editoras Cosac Naify e Sette Letras. Atualmente, Azevedo é considerado um dos 20 maiores poetas vivos no Brasil. O tema da Oficina é a poesia, e o evento tem como objetivo possibilitar o encontro de jovens autores com Carlito Azevedo. Cada participante poderá, durante as aulas, rever os principais recursos formais da poesia para produzir textos originais e debatê-los com Azevedo. Ao final do processo, os três melhores poemas serão indicados para publicação na revista "Bravo!".

A programação da Flip - Casa de Cultura começa na quinta-feira, 2, com destaque para a mesa de debate "Manifesto por um Brasil Literário". Os órgãos Instituto C&A, a Casa Azul, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Instituto Ecofuturo e o Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) se reúnem na Casa de Cultura às 10h para discutir a importância da leitura e práticas públicas de promoção de leitura. Além disso, vale conferir a presença do escritor francês Ollivier Pourriol, autor de "Cinefilô". Em conversa com o público, ele apresentará sua proposta de aprender filosofia a partir de filmes pop.

Na sexta-feira, 3, às 17h30 será exibido o curta "O Poeta do Castelo", de Joaquim Pedro de Andrade, no qual o diretor acompanhou uma manhã na vida de Manuel Bandeira. O curta de 1959, com 9 minutos, será exibido antes de todos os filmes da programação da Flip - Casa de Cultura. Às 21h, acontece a mesa "Cinema Fora de Ordem". O franco-afegão Atiq Rahimi (que falará na Flip na sexta-feira, 03, às 11h45), roteirista e diretor de "Terra e Cinzas", Aleik Abib, corroteirista de 'Via-Láctea', Maria Camargo, roteirista do programa "Por Toda Minha Vida" e Newton Cannito, roteirista do filme "Quanto Vale ou é por Quilo" discutirão roteiros de cinema e televisão, seu processo de produção e a experiência de escrever trabalhos que recusam fórmulas prontas. Às 22h, sobem ao palco da Tenda dos Autores a cantora Olivia Hime e o músico Francis Hime, com um repertório que homenageia Manuel Bandeira.

Sábado, 4, é o dia que celebra o escritor Euclides da Cunha e o Ano da França no Brasil. Às 15h30, na mesa "O Mar e os Sertões", o centenário da morte de Cunha é lembrado numa conversa entre o escritor Milton Hatoum, o crítico literário Francisco Foot Hardman e a professora Walnice Nogueira Galvão. A mediação será feita pelo jornalista Daniel Piza, que neste ano percorreu o mesmo trajeto de Euclides da Cunha na Amazônia no início do século 20. Depois, às 17h30, Françoise Nyssen, diretora editorial da Actes Sud, e Anne-Solange Noble, responsável pelos direitos estrangeiros da editora Gallimard, discutirão a importância da literatura brasileira no universo literário francês e o intercâmbio cultura entre Brasil e França.

No domingo, 5, o grande destaque da Flip - Casa de Cultura vai para o cinema. Às 10h30 é exibido "Os Condenados", filme de 1973 de Zelito Viana, que é inspirado em obra do escritor Oswald de Andrade. Às 15h30 é possível ver "Separações", de Domingos Oliveira (que falará na Flip no dia 02, às 11h45), que discute o relacionamento amoroso de Glorinha e Cabral no momento da separação dos dois. Por último, o filme "De Corpo Inteiro" (de Nicole Algranti), às 18h, traz uma adaptação do livro homônimo de Clarice Lispector.

Fontes: Flip

Comentários dos leitores
suerly gonçcalves (20) 05/07/2009 02h54
suerly gonçcalves (20) 05/07/2009 02h54
AA musa Cláudia Ohana jamais poderia ter sido barrada no acesso a tenda, ainda mais no encosto do casal de escritores. Isso não se faz. Algum problemático a barrou. Faltaram-lhe conhecimentos necessários da importante contribuição dela na sala, ou tratou-se de caso de birra? Se verificar o vídeo e câmeras de segurança, verão que outros personagens ingressaram, antes e após. A norma deve ser aplicada com bom senso. Não pode ser no pontapé. Nem um juiz está mais autorizado a punir sem fornecer as devidas explicações para o réu ou vítima. Isso é respeito à cidadania. Diante da norma de igualdade de todos, privilegie a contribuição importante. A aceitação é o primeiro passo. O sentido poderá vir depois. Seus...
suerly gonçalves veloso
sugonl@uol.com.br
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Paulo Pinto (14) 04/07/2009 20h58
Paulo Pinto (14) 04/07/2009 20h58
Chico é Deus..pena que pessoas de baixo nível não tenham acesso à sua cultura
Taí a Ivete Sangalo, pagodes e sertanejos para agradarem esses coitados.
Fiquem com eles e eu com o Chico
1 opinião
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Diocleciano Campos (138) 04/07/2009 17h56
Diocleciano Campos (138) 04/07/2009 17h56
OLHA AÍ
AI, OLHA AÍ, OLHA AÍ
OLHA, AÍ
É O MEU GURI
Além de excelente compositor, também o é escritor.
3 opiniões
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